O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de café, mas o brasileiro, na maioria, não toma o melhor, isto é do conhecimento de todos.
Leiam a matéria abaixo que vale a pena.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Degradação atinge pastagens
De acordo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) 80% dos quase 60 milhões de hectares de pastagens cultivadas do Brasil Central - que respondem por 55% da produção de carne nacional - encontram-se em algum estágio de degradação. Sendo que a meta do governo federal é recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas nos próximos dez anos. O professor e pesquisador da Embrapa, Lourival Vilela, explicou durante palestra sobre a Recuperação de Pastagens na Agrobrasília 2012 -Feira de tecnologias e negócios agropecuários - que a degradação de pastagens é um processo evolutivo de perda de vigor e produtividade forrageira, sem possibilidade de recuperação natural, que afeta a produção e o desempenho animal.
Segundo ele, o propósito agora é sensibilizar as pessoas para a importância da recuperação das pastagens. O professor mostrou que recuperar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção mantendo-se a mesma espécie ou cultivar e que renovar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção com a introdução de uma nova espécie ou cultivar. Ele lembrou que a falta de motivação e informação são fatores determinantes para a degradação do solo, que é causada por vários fatores, entre eles: má escolha da espécie forrageira, má formação inicial, falta de adubação de manutenção e manejo da pastagem inadequado. Segundo Vilela a prevenção é a melhor forma de evitar a degradação.
Em Mato Grosso, com o início do período chuvoso, muitos pecuaristas estão iniciando a recuperação de suas pastagens. A estimativa é que no Estado 11 milhões de hectares de pastos estejam com algum grau de degradação, número que representa mais de 40% da área ocupada pela pecuária no estado. Na avaliação do pesquisador da área de forragicultura da Embrapa Agrossilvipastoril, Bruno Pedreira, o momento é o de colocar em prática aquilo que foi planejado com antecedência e não para ações imediatas sem nenhum planejamento prévio.
Na avaliação do especialista, o pecuarista precisa profissionalizar sua atividade, trabalhando de maneira estratégica, planejada e com base em dados concretos da fazenda. Ele ainda destaca a importância de se praticar a forma correta de se fazer a recuperação das pastagens, a importância da escolha do tipo de forrageira, quais as etapas devem ser seguidas pelo produtor e quais as possíveis estratégias a serem adotadas na recuperação.
Apontando que o Plano de agricultura de baixo carbono (Plano ABC), que Visa reduzir as emissões de carbono pela agricultura brasileira e que tem a recuperação de pastagens degradadas, deve ser um dos principais pilares na recuperação de pastagens.
Segundo o analista de Pecuária do Núcleo Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Carlos Augusto Zanata, em praticamente todas as regiões do Estado se observa situações de áreas de pastagens degradadas, com destaque para o Vale do Araguaia, onde muitos pecuaristas em função deste problema, estão deixando esta atividade de lado para se dedicarem ao plantio de soja, por exemplo, ou estão comercializando suas propriedades. Daí a necessidade imediata no investimento em reforma de pastagens.
Fonte: A Gazeta MT
domingo, 11 de dezembro de 2011
Anvisa constata uso de agrotóxicos inadequados em diversos alimentos
Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos. Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.
Quando o uso de um agrotóxico é autorizado no país, os órgãos responsáveis por essa liberação, indicam para que tipo de plantação ele é adequado e em que quantidade pode ser aplicado.
A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:
1) pimentão 2) morango 3) pepino 4) cenoura 5) alface
6) abacaxi 7) beterraba 8) couve 9) mamão 10) tomate
Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.
“Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no país, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura”, conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).
O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim.
Em uma amostra de pimentão, foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.
A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.
Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Criado fertilizante que libera nitrogênio aos poucos no meio ambiente
Economia nas práticas agrícolas e equilíbrio ambiental. Essas são as duas principais vantagens do fertilizante desenvolvido recentemente no Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O novo produto, que pode ser aplicado em qualquer tipo de solo ou cultura, permite que o nitrogênio, presente na ureia, seja liberado de forma lenta nas plantações. Além de evitar desperdícios e ser menos agressivo ao solo, o produto garante às plantas melhores condições de crescimento.
Segundo o químico Antonio Salvio Mangrich, como a ureia - o mais nitrogenado dos fertilizantes - é mal absorvida pelo solo, o nitrogênio não se fixa de modo eficaz à raiz das plantas, causando déficit de proteína nos cultivos, entre outros problemas.
"Na forma solúvel, como normalmente se apresenta, até 70% do composto nitrogenado costumam se perder devido à evaporação e à lavagem do solo pela água da chuva", diz Mangrich. Dessa forma, todo nitrogênio não absorvido pelo solo vai parar em rios e lagos, causando sérios danos ambientais.
A solução encontrada pela equipe da UFPR foi criar um produto granulado. Para obtê-lo, intercalaram, em uma estrutura que lembra um sanduíche, ureia e caulim (um tipo de argila). O caulim faz as vezes das fatias de pão do sanduíche; a ureia é o recheio. O pulo-do-gato do processo está no emprego dessa argila. Por reter a ureia no interior de sua estrutura, ela faz com que o nitrogênio seja liberado lentamente.
O químico Fernando Wypych, também membro da equipe, explica o processo básico de obtenção do novo fertilizante. A operação consiste em atritar as duas substâncias (ureia e caulim), friccionando-se uma contra a outra.
Em seguida essa estrutura mista é moída, dando origem aos grânulos. "O resultado é um produto extremamente resistente, em que as moléculas de ureia permeiam a estrutura do caulim", diz o químico. Segundo ele, o método é trabalhoso, mas compensador, já que não há perda de ureia.
RESISTÊNCIA
O produto foi submetido a dois testes de resistência: a temperaturas elevadas (até 150 ºC) e a água em abundância (como ocorre no caso de chuva torrencial). Em ambas as situações as substâncias não evaporaram, e o nitrogênio, mesmo em contato com a água, foi liberado lentamente.
O passo seguinte será testar o fertilizante em campo. A tarefa caberá à empresa que adquiriu o direito de uso da patente. "Acreditamos que até o final do ano o produto já possa ser aplicado no solo", espera Mangrich.
Fonte original: Ciência Hoje On-line
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
43o. Agroex - Maringá
Segue abaixo convite e agenda de evento promovido pelo MAPA e SRM.
(clique nas imagens para ampliar)
terça-feira, 8 de novembro de 2011
La Niña pode avançar até meados de 2012
Segundo meteorologista, clima já está sendo afetado pelo fenômeno climático
As condições climáticas globais começam a configurar o retorno do fenômeno climático “La Niña”, podendo observar uma diminuição das temperaturas da superfície do mar no decorrer dos próximos meses. Os prognósticos climáticos de grande escala, segundo o meteorologista Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indicam que este fenômeno deve continuar pelo menos até meados do próximo ano, atingindo sua fase plena entre os meses de janeiro e março de 2012. Sendo assim, o clima nesta safra de verão, que está iniciando, deve ser influenciado pelo “La Niña”. De acordo com Lazinski, as temperaturas podem continuar apresentando os extremos observados nos últimos meses, intercalando períodos um pouco mais quentes para a época do ano com quedas bruscas de temperaturas.
OUTUBRO - As precipitações ocorridas durante o mês de outubro ficaram levemente acima da média na maior parte do estado do Paraná, porém apresentando um padrão irregular, intercalando períodos de muita chuva, com períodos maiores sem precipitação. “As chuvas foram favorecidas pela passagem de duas frentes frias pelo estado, uma em meados de outubro e a outra no final do mês. As temperaturas continuam apresentando variações extremas, ou seja, períodos de temperatura acima da média para época do ano, intercalado com períodos de temperaturas muito baixas”, completa Lazinski.
UMIDADE - Com isso, a umidade no solo vem se mantendo em níveis muito bons, o que tem favorecido o bom desenvolvimento das lavouras neste início de safra. Essas condições também são observadas no Rio Grande do Sul, onde o plantio de soja e arroz avançam. Já o plantio de milho encontra-se encerrado nas principais regiões produtoras, com bom desenvolvimento vegetativo, favorecido pelas excelentes condições de solo e clima. (Agrolink)
domingo, 6 de novembro de 2011
MT esgota estoque de semente de milho
A conclusão do plantio da safra de verão dentro da janela ideal de clima e o uso de sementes de soja precoces (com ciclo médio de 120 dias) estão garantindo condições para que Mato Grosso cultive, em 2012, uma safra gigantesca de milho de inverno. Embora haja muito chão pela frente, os agricultores do estado estão com quase tudo pronto para aumentar, mais uma vez, o plantio do cereal do segundo ciclo da temporada, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo.
Levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nesta semana projeta aumento de 14% na área do milho no inverno. Em 2 milhões de hectares, a produção chegaria a 9 milhões de toneladas no estado. O Paraná, segundo maior produtor do cereal na safrinha, vem colhendo 6,1 milhões de toneladas na estação.
A empolgação provoca falta de semente em Mato Grosso, atesta Jaime Binsfeld, diretor comercial da Fiagril, uma das maiores empresas de venda de insumos do Médio-Norte mato-grossense, região que concentra 45% da produção estadual de milho e 30% da de soja. Sidnei Manso, um dos coordenadores da equipe de vendas, acredita que 60% da área do Médio-Norte será ocupada por sementes de alta tecnologia e 40% de menor valor e menos produtivas. “As empresas estão vendendo todos os seus estoques. Híbridos de ponta vão faltar no mercado”, avalia.
O agricultor Ciro Ida, de Lucas do Rio Verde, mostra-se receoso com a entrega de sementes compradas para a segunda safra de milho. Ele diz ter investido na compra de variedades que têm tecnologia de ponta. “Soube que alguns colegas produtores tiveram o dinheiro da semente devolvido, mesmo depois de pagar à vista pela mercadoria. A empresa que eu comprei me garantiu que não vai ter problema para entregar. Vamos ver.”
Gargalo
A capacidade de armazenamento e a logística de Mato Grosso, no entanto, acendem o sinal amarelo. “Neste ano, enfrentamos atraso com a safra e ainda temos muito milho para embarcar. Se trabalharmos com um número de 10 milhões de toneladas para a safrinha, penso que teremos problemas, pois o consumo não deve passar de 2,5 milhões (t). Isso significa que podemos ter um excedente de 7,5 milhões (t)”, analisa Binsfeld.
Principal exportador de milho do Brasil, Mato Grosso tem assumido parcela cada vez maior no mercado internacional. De janeiro a setembro deste ano deste ano, enviou 15% mais milho para o exteriro do que durante todo o ano passado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que os mato-grossenses já embarcaram 4,24 milhões de toneladas de milho, contra 3,62 milhões registrados no mesmo período de 2010.
E é justamente esse apetite internacional crescente que mantém as expectativas positivas dos produtores brasileiros. Eles acreditam na firmeza dos preços do cereal que, por enquanto, estão se segurando perto dos R$ 20 por saca (quilos) no Mato Grosso.
Fonte: Gazeta do Povo
domingo, 2 de outubro de 2011
Plantio de soja
Cheguei de viagem e li a notícia abaixo. Pela manchete achei que se referia ao plantio antecipado, já que por aqui na região, se planta soja até em setembro. Mas a questão é outra, daí temos duas questões então, que quando se juntam causam um belo problema. Um outro apontamento perigoso é quanto ao aumento da população de plantas, já que é comum, na região, entre os produtores o uso de quantidade de sementes acima do recomendado, o que chega a causar prejuízos, como na última safra, onde as condições climáticas foram muito boas, e houve acamamento de soja, justamente pelo exagero no plantio.
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Pressa na semeadura traz prejuízo a sojicultor
Falando na manhã de ontem a produtores e técnicos na Cocamar, pesquisador da Esalq/USP diz que perda não é pequena
“Os produtores do Paraná parecem que apostam corrida no momento de semear”, comentou o pesquisador Antônio Luiz Fancelli durante evento realizado na manhã de ontem na Cocamar em Maringá, que reuniu cerca de 80 produtores e técnicos. Caso típico em que a pressa é inimiga da perfeição: o resultado da correria, segundo Fancelli, é que 15% das plantas não nascem, reduzindo a produtividade em pelo menos 8,5 sacas por hectare. O ideal, orienta, é que a semeadeira seja conduzida, no máximo, entre 5 e 6 quilômetros por hora.
Cuidados na implantação e no manejo inicial da lavoura de soja foram abordados pelo pesquisador, é especialista em solos e nutrição de plantas na Esalq/USP. Entre os participantes estavam cooperados que participam do Programa de Aumento de Produtividade de Soja (Paps), realizado pela Cocamar desde 2006.
Segundo ele, a receita do sucesso começa pela qualidade da semente, mas aumentar a população de plantas, seguindo orientação técnica, também pode ser importante. (Fonte: Flamma).
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O negócio é sério !!!
Greening atinge 7,6 milhões de árvores dos laranjais de SP
Apesar dos números, o Fundecitrus lembra que o percentual de plantas doentes ainda continua inferior se comparado com o estado norte-americano da Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo, que tem aproximadamente 18% de plantas contaminadas. "Esse resultado se deve à resposta dos produtores ao treinamento e adoção, mesmo que sem a intensidade recomendada. O uso de mudas sadias e certificadas, constantes inspeções no campo, erradicação de plantas doentes e controle do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, são as principais ações de combate à doença", diz a nota da instituição. Atualmente, o parque citrícola paulista possui 200 milhões de laranjeiras.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
Pesquisa do Fundecitrus detectou a duplicação da incidência na praga nos pomares paulistas, em especial na região central do estado - São Paulo
O greening avança de forma preocupante nos laranjais paulistas e já afeta, somente este ano, 7,6 milhões de pés, que precisam ser eliminados para não infectar as demais árvores. Em um ano, o número de plantas atingidas pela praga praticamente dobrou em São Paulo, segundo o gerente do departamento técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, alcançando 3,8% das árvores e 53,3% dos talhões do parque citrícola de São Paulo. Para o pesquisador, o avanço da doença mostra que é preciso aumentar os cuidados com o controle. "Somente as aplicações de inseticidas não são suficientes para impedir o crescimento da doença, uma vez que não é possível zerar a população da praga", afirma Massari.
O levantamento amostral é realizado anualmente pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), instituição de pesquisa mantida pela cadeia citrícola paulista. No ano passado, 1,8% das plantas e 38,8% dos talhões paulistas apresentavam a doença. Este ano o número de árvores infectadas teve aumento de 111% enquanto a incidência nos talhões aumentou 37,7%. O greening, conhecido como a doença mais destrutiva da cultura do citros (laranja, tangerina e limão), deixa as folhas amareladas onde podem ser observadas manchas irregulares. Ocorrem também mal formações nos frutos e a árvore necessita ser arrancada pela raiz e queimada para não contaminar o pomar inteiro. A região mais afetada pela doença é a central, com 6% de árvores doentes, seguida pela sul com 5%. A região norte apresentou 0,8% de plantas contaminadas, a oeste, 0,7% e noroeste, 0,17%.
Apesar dos números, o Fundecitrus lembra que o percentual de plantas doentes ainda continua inferior se comparado com o estado norte-americano da Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo, que tem aproximadamente 18% de plantas contaminadas. "Esse resultado se deve à resposta dos produtores ao treinamento e adoção, mesmo que sem a intensidade recomendada. O uso de mudas sadias e certificadas, constantes inspeções no campo, erradicação de plantas doentes e controle do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, são as principais ações de combate à doença", diz a nota da instituição. Atualmente, o parque citrícola paulista possui 200 milhões de laranjeiras.
De acordo com Massari, dentre as medidas de manejo da doença, a mais importante é a remoção das plantas doentes, pois se mantidas nos pomares, servem de fonte para a contaminação de plantas sadias. Por outro lado, é fundamental a adoção de controle do inseto vetor, por meio de pulverizações. Essa é uma iniciativa importante, porém não pode ser adotada isoladamente. Nesse sentido, é importante reforçar que as medidas devem ser adotadas de maneira integrada, pois uma complementa a outra. O Fundecitrus reforça que o ideal, para ser eficaz, é que os citricultores realizem o manejo regional.
Em 2010, uma pesquisa da instituição comprovou que, quando feito em conjunto por vários produtores vizinhos, o manejo do greening é mais eficaz, reduzindo até 90% os níveis de incidência da doença. Desde então, a instituição apoia a formação de grupos de manejo regional do greening.
Em todo o estado, grupos se formaram, totalizando 4.379 propriedades trabalhando em conjunto para o controle do inseto vetor. Em Mogi Mirim, na região sul do estado, o produtor Arnoldo Mielke está trabalhando em conjunto há, aproximadamente, um ano. Em seu pomar, no primeiro semestre de 2011, encontrou 0,75% de plantas doentes. Além das pulverizações, Mielke realiza constantes inspeções na propriedade. "Assim que encontro a planta doente, já faço a erradicação na mesma semana. Minha meta é evitar que a doença passe de 1%", diz. Antônio Hermes Bruno, também de Mogi Mirim, é favorável à ação conjunta. "O pessoal precisa ter consciência e atuar com o planejamento das ações de maneira coordenada. Só assim vamos manter o greening sob controle", destaca.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A força das multinacionais
Liminar concedida à MONSANTO recolhe cartilha sobre produtos orgânicos
A cartilha "O Olho do Consumidor" foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.
A multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está "vazio").
Para quem quiser ver o conteúdo da cartilha é só clicar aqui.
domingo, 4 de setembro de 2011
Bom momento do café
Só lembrando que o café tem o ciclo bienal e não bianual. O erro é frequente. Bienalidade é a característica do café de apresentar altas produções alternadas com safras baixas. Se fosse bianual teria duas produções em um ano.
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Aperto da oferta fortalece produtor do Brasil
Demanda mundial pelo produto continua crescendo e brasileiros podem superar os norte-americanos na liderança do consumo
Produtores de café do Brasil terão posição privilegiada na negociação de seus estoques no longo período entressafra, de outubro a maio, após a colheita da safra "de baixa" produção do ciclo bianual do arábica e com o crescimento da demanda.
A demanda global pelo produto continua crescendo apesar da turbulência econômica dos últimos anos, enquanto o crescimento da oferta continua em ritmo mais lento, com as árvores do Brasil levando tempo para responder à melhora do uso de insumos.
ACORDOS DIFÍCEIS - Corretores locais dizem que a realização de acordos entre produtores e importadores de café está cada vez mais difícil, com a volatilidade dos preços futuros levando agricultores a resistirem, com esperanças de melhores negócios.
O café do Brasil vai continuar "caro pois os produtores estão no banco do motorista. Eles estão vendendo muito pouco e estão muito disciplinados, e a demanda está grande. É um mercado dos produtores", disse o trader John Wolthers, da Comexim.
Apertando ainda mais a situação este ano estão as previsões de aumento de 5 por cento no consumo de café no Brasil, um grande mercado que deve superar os Estados Unidos, tirando-os do primeiro lugar no início de 2012, caso o ritmo de crescimento continue alto. (Reuters)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Novos desafios para a citricultura
Pesquisa mostra que consumo de suco de laranja caiu em 127 mil toneladas nos últimos oito anos. Setor procura formas de reverter o quadro Estudo encomendado pela CitrusBR com dados da Tetrapack e Euromonitor copilados pela consultoria Markestrat, aponta queda de 5,3% no consumo mundial de suco de laranja nos últimos sete anos. Os dados compreendem os anos de 2003 a 2010. A queda se deve, principalmente, ao aumento da concorrência com outras bebidas, como águas, energéticos, isotônicos, entre outros.
De acordo com a pesquisa, que observou os 40 principais países compradores da bebida, a redução é equivalente a 127 mil toneladas. Para se ter idéia, esse número é maior do que o total consumido em 2010 pelo Canadá. Somente nos Estados Unidos, principal comprador de suco, o recuo de 2009 para 2010 foi de 5%, o que representa 42 mil toneladas a menos. Um volume que equivale ao total de suco industrializado consumido no Brasil no último ano.
Em mercados importantes como a Alemanha e Reino Unido, nos últimos sete anos, a queda foi de 22,8% e 2,5% respectivamente. Em termos financeiros, levando-se em conta preços atuais do suco no mercado internacional, as perdas giram em torno de US$ 254 milhões, e afetam toda a cadeia produtiva. Segundo o presidente da CitrusBR, o cenário é desafiador e exigirá uma renovação da indústria. “É um momento para o setor se reinventar. Precisamos entender as mudanças no mercado para implantar ações e continuarmos competitivos”, explica.
O estudo demonstra que apesar da queda acentuada nos principais mercados, houve crescimento na demanda em países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China, que formam o grupo BRICs, e México. Nesses mercados se registrou um aumento de 41% ou 78 mil toneladas de suco de laranja. No entanto, esse crescimento ainda não compensa as perdas, já que nos outros 35 principais países a queda de 9,2% representa um recuo de 204 mil toneladas. Isso se dá, principalmente, por que os países com menor renda consomem o suco de laranja de forma diluída, como néctares e principalmente refrescos. “Os países emergentes estão, de fato, crescendo o consumo. Porém, é um movimento lento que vai levar um bom tempo para se consolidar, exige altos investimentos, além de aumento da demanda nos países emergentes e mudanças nos hábitos de consumo”, comenta Lohabauer.
No caso da China, houve um aumento de 99% no consumo, o equivalente a 44 mil toneladas. Embora os números sejam expressivos, estão longe de compensar a queda em outros mercados. Somente na Alemanha, foram 58 mil toneladas a menos no mesmo período. Em 2010 o consumo total chinês representou aproximadamente 10% do consumo americano no mesmo ano.
Outros países que demonstram boas taxas de crescimento são Argentina e Chile. A Argentina, por exemplo, saltou de 4 mil toneladas em 2003, para 17 mil toneladas em 2010, Um crescimento de 358%. O Chile registrou um crescimento vigoroso de 2003 a 2010, saltando de 6 mil toneladas para 11 mil. “A proximidade do Brasil, o Mercosul e possíveis facilidades de transporte poderiam trazer algumas vantagens competitivas no caso de investimentos para o desenvolvimento desses mercados”, ressalta Lohbauer. Onde mais caiu Países da Europa, com alto consumo de suco de laranja, mostram uma queda importante De 2003 a 2010Estados Unidos: -19% = 194 mil toneladas
Alemanha: -22,8% = 58 mil toneladasReino Unido: -2,5% = 3 mil toneladas
Japão: -18% = 23 mil toneladas Onde cresceuPaíses em desenvolvimento com baixo consumo apresentam bom desempenho De 2003 a 2010
Rússia: 63,8% = 84 mil toneladas
China: 99% = 88 mil toneladas
Marrocos: 743% = 5 mil tonelados
Argentina: 358% = 13 mil toneladas
Indonésia: 212,8% = 6 mil toneladas
Romênia : 162,7%= 4 mi toneladas
Resultado: Somando todas as perdas com todos os ganhos, o mundo bebe 127 mil toneladas a menos de suco de laranja concentrado-equivalente, o que equivale ao consumo total da França durante um ano.
Fonte: Agrolink
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O preço do monopólio
A notícia abaixo é da laranja, mas mostra o que pode começar a acontecer daqui a pouco com o pessoal da avicultura. Observa-se um movimento dos abatedouros em montar grandes estruturas de criação própria. É só ocorrer uma crise no setor, que guardadas as devidas proporções, fatalmente o produtor individual vai ser preterido.
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Colheita de laranja gera controvérsia na região de Ribeirão
A diretoria da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) denuncia as indústrias de suco Citrosuco/Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus, que estão entre as maiores indústrias de suco de laranja, de privilegiar as frutas colhidas nos pomares das empresas.
Das 330 milhões de caixas de laranjas previstas para serem colhidas na safra 2011/2012, 40% vêm de plantações das processadoras da fruta, de acordo com dados da Citrus BR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos)
Conforme o presidente da Associtrus, Flávio Viegas, a discriminação tem ocorrido nos portões de 14 indústrias no estado de São Paulo, principalmente na região de Ribeirão Preto.
Filas
"Os caminhões que vêm das fazendas das empresas cortam as filas, enquanto a fruta dos produtores tem de esperar até 48 horas para ser recebida e pesada, o que pode acarretar em perdas", diz Viegas.
Por contrato, os citricultores arcam com as despesas por contratação de mão de obra e transporte da fruta até as empresas. De acordo com o presidente do Sindicato do Rural de Ibitinga e Tabatinga, Frauzo Ruiz Sanches, os caminhoneiros têm subido o frete de R$ 0,15 para R$ 0,50 por caixa, devido os custos da demora para entregar a fruta nas empresas.
Conta
"Não é justo a gente não controlar esta parte do processo e mesmo assim, sermos obrigados bancar sozinho esta conta", argumenta o presidente que representa 700 produtores.
A Associtrus pretende se articular com a Faesp (Federação de Agricultura do Estado de São Paulo) e SRB (Sociedade Rural Brasileira) para encaminhar uma reclamação conjunta para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, para reivindicar algum tipo de interferência.
A colheita de laranja nos pomares do interior paulista deve continuar até o fim do ano, segundo estimativa das entidades do setor.
Outro lado
O presidente da Citrus BR, Christian Lohbauer reconhece que a fruta colhida dos pomares das empresas tem entrada nas fábricas privilegiada. "Não tem como ser diferente, porque é estratégico terminarmos a colheita primeiro nestes pomares".
Até junho deste ano, os estoques de suco de laranja nacional estão em 214 mil toneladas, o que é 53% mais baixo do que registrado em 2008, conforme dados da entidade.
Mas Lohbauer nega qualquer privilégio para os citricultores que fecharam contratos a R$ 10 a caixa. "Não tem como fazer isto, porque cada caminhão recebe uma senha quando chega ao pátio das indústrias, por isto não há como furar a fila", explica.
Para a Citrus, o que está provocando esta situação é a superprodução de laranja desta safra: 330 milhões de caixas. "Todas as 14 fábricas estão trabalhando com 100% da capacidade, mesmo assim, vai ter filas nos pátios". Ele diz que mesmo que a estimativa de perda de 15% da produção, por fatores climáticos, se concretize, ainda assim a produção está bem além do que podem absorver as empresas.
Fonte: site Agrolink
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Integração Lavoura Pecuária Floresta
A matéria foi apresentada no programa Globo Rural deste último domingo (clique nos links a seguir para ver: Parte 01 - Parte 2) e mostra o trabalho do pesquisador João K, da Embrapa, e a Fazenda Santa Brígida, em Goiás, que se transformou em modelo do sistema. Tive o prazer de visitar a área acompanhado do pesquisador há uns 90 dias atrás, poucos dias antes da visita do pessoal da reportagem. Cheguei a postar comentários e fotos da visita (ver postagem de maio/11).
O sistema é realmente fantástico e tem tudo para ser aplicado aqui na região do arenito. O IAPAR possui unidade de pesquisa na região de Umuarama, e tem o Dr. Sérgio Alves que é autoridade no assunto, com experiência na nossa região.
Na última semana conversando com um pecuarista de Paranavaí, ele contou que iniciou há alguns anos o sistema silvo pastoril e citou duas curiosidades que só reforçam as vantagens do sistema: a primeira é que os bois que ficam na área não tem problema de mosca, e a segunda é que a geada não fez nada na área consorciada, enquanto que os pastos vizinhos estão todos secos. Enfim, o produtor está rindo à toa, ainda mais que já começou a cortar os primeiros eucaliptos plantados, e segundo ele está tendo um rendimento líquido de R$ 10.000,00 por hectare, enquanto mantém a mesma quantidade de gado da época de pasto solteiro.
São relatos como este que só reforçam as inúmeras vantagens do sistema. Pena que são poucos os pecuaristas que tem a coragem de iniciar o sistema. Enquanto isto, vamos vendo a decadência de boa parte do arenito, que sofre na mão de alguns gigolôs de terra, se me perdoem o termo.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Laranjas de Nova América da Colina/PR ganham mercado
Há algum tempo conheci o trabalho dessa associação, que está produzindo laranja de primeira qualidade, e os produtores ganhando dinheiro com a citricultura. O mercado de mesa é sem dúvida muito mais atraente e rentável, mas exige planejamento e organização. Assim, o Paraná vai mostrando que tem todas as condições de produzir laranja de qualidade, em pé de igualdade ou até superior a São Paulo.
Notícia da Folha Web:
Associação de produtores forma cooperativa em Nova América da Colina para ganhar novos mercados
Com ótima aparência e alto teor de doçura, a laranja de mesa produzida no Norte do Paraná está conquistando novos mercados. E essa expansão não se deve apenas à qualidade do produto, mas também à mudança de razão social da associação de produtores em cooperativa, com sede em Nova América da Colina. Atualmente, a fruta chega aos consumidores em Londrina e cidades próximas e aos poucos entra também ao exigente mercado de Curitiba. A intenção é levar a laranja de mesa a outras regiões do Estado e também a vizinhos, como Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Cooperativa Nova Citrus foi fundada no começo do mês passado. A organização dos produtores, entretanto, começou em meados da década de 1990, e em 2002 foi criada a associação. A mudança foi necessária para expandir a comercialização do produto com a emissão de nota fiscal, o que é uma exigência legal e não seria viável no formato anterior.
Fonte: Folha Web
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Casos de Sucesso
As amigos que seguem o blog peço desculpa pelo tempo sem postagem. Acabei tirando umas férias do blog até maior que do trabalho, mas agora estamos na ativa novamente.
A notícia abaixo saiu no jornal O Diário de Maringá no mês passado, e mostra como é possível viabilizar negócios rurais em uma área muito pequena. É a história de duas irmãs que moram em uma Vila Rural de Paraíso do Norte, que tive a oportunidade de conhecer pouco dias antes de ser noticiada. Enfim, parabéns ao pessoal da Emater, que tenho certeza, foram apoiadores do projeto desde o início. Aliás, ali o pessoal é muito atuante, não por acaso são meus amigos desde os idos de 1993, quando tive a oportunidade de trabalhar naquele local por algum tempo.
Para ver a notícia, clique no link "A polpa que virou um caso se sucesso"
terça-feira, 5 de julho de 2011
Classe agronômica, vamos acordar!
Não sei o autor do texto, mas o assunto é pertinente e foi bem abordado. Temos que levar em conta o problema e debatê-lo.
"AOS AMIGOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS.
NÃO, NÃO É NENHUMA PIADA, O NEGÓCIO É SÉRIO MESMO!!!
LEIA ESTE TEXTO E DEPOIS O DECRETO FEDERAL.
Diferente da classe médica, que deve servir de exemplo, a classe agronômica é desorganizada. Dessa forma, a importância do profissional da área agronômica acaba passando desapercebida em muitos casos, ou até esquecida. Quando precisamos comprar algum remédio (a maioria deles), só conseguimos fazer a compra na farmácia com a prescrição do médico através do Receituário Médico fornecido, carimbado e assinado pelo mesmo após uma consulta, onde é realizado o diagnóstico através de exames e então descoberto quais os possíveis problemas e/ou causas.
Eis a questão: Seria possível comprarmos um remédio prevendo uma possível doença??? Se isso fosse possível, muitas pessoas iriam consumir remédios além do necessário, através de doses e frequencias erradas, automedicação, etc. Um exemplo clássico é o que ocorre na agricultura no caso da compra antecipada de Fungicidas e Inseticidas (e não herbicidas, pois estes podem), os quais não é possível prever o ataque da praga/doença, nem o Limiar de Dano Econômico, muito menos da quantidade a ser utilizada, e nem como será o clima futuramente, que determinará a ocorrência ou não da praga/patógeno.
Será possível adubar com precisão (tecnicamente e economicamente) quando se compra um fertilizante sem se basear no laudo da análise do solo interpretada por um Engenheiro Agrônomo?? Quanto a classe médica, bastam eles pensarem em fazer qualquer paralização para serem atendidos. Tamanha a organização dessa classe que conseguiram impôr até o Ato Médico* e assim determinar quais e como outros profissionais da área da saúde devem trabalhar.
Será os profissionais da classe agronômica desorganizada em um país conhecido como "celeiro do mundo"?? No meu ver, como ocorre hoje, a profissão agronômica perde a importância a cada dia.
Vejo o momento das entidades de classe promover a valorização desta profissão, não só através da exigência de receituários agronômicos que citei anteriormente como exemplo, mas através de todas medidas que cabem ao Engenheiro Agrônomo, fazendo com que o mesmo esteja frequentemente presente em todas as etapas do ciclo produtivo. Isso fará com que mais empregos sejam gerados aos profissionais e também benefícios à agricultura, ao meio ambiente e a toda sociedade.
VEJA O QUE O DECRETO FEDERAL Nº 4074/02 ARTIGO 66 DIZ SOBRE A RELEVÂNCIA DO RECEITUÁRIO AGRONÔMICO (clique aqui para baixá-lo).
*LEIAM MAIS SOBRE O ATO MÉDICO. COMPARE A ORGANIZAÇÃO DA CLASSE MÉDICA EM RELAÇÃO À AGRONÔMICA. ENVIE PARA TODOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DE SEU CONTATO.
NOSSA PROFISSÃO MOVE O BRASIL!"
domingo, 3 de julho de 2011
Governo corta crédito para as commodities - II
Abaixo o novo texto sobre a unificação dos limites, que saiu no meio desta semana, autorizando o aumento do limite para a cultura do milho em algumas regiões do país, inclusive na nossa. No site do MAPA está disponível o novo Plana Safra atualizado, clique aqui.
"Excepcionalmente na safra 2011/12, admite-se que o limite de custeio mencionado no parágrafo anterior (R$ 650 mil) seja elevado para até R$ 1,15 milhão por beneficiário, por safra, desde que, no mínimo, os recursos adicionais sejam direcionados exclusivamente para custeio de milho nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul."
terça-feira, 28 de junho de 2011
Governo corta crédito para as commodities
Acabo de ler a seguinte notícia na mídia (clique aqui para a íntegra), onde Faep e Ocepar cobram do Governo alteração no Plano Agrícola e Pecuário, alegando que o limite único de financiamento a juros controlados, de R$ 650 mil por produtor, englobando todas as culturas, representaria um corte de 43,5% do crédito rural dos produtores de milho e soja.
Faço o seguinte contraponto com duas reflexões:
a) Qual será a opinião dos produtores de frutas, café, pecuária, hortaliças, entre outras culturas que os últimos planos marginalizavam ? Para estes o aumento é muito bem vindo, ainda mais que o custo de produção destas culturas, que na maioria dos casos geram muito mais empregos, é também maior;
b) Segundo informações divulgadas pela própria Faep na matéria especial "Boletim Código Florestal" (clique aqui para todo o conteúdo), na pág 2 cita que "... de acordo com dados do INCRA de 2010, as propriedades com até 4 módulos fiscais são 90% de todas as propriedades no país (4,7 milhões). Os estados do sul, sudeste e nordeste são responsáveis por mais de 70% de toda a produção agropecuária do país e neles se concentra a maioria das propriedades com até 4 módulos fiscais (cerca de 60 a 80 hectares, dependendo do local). As regiões mencionadas detêm 4 milhões de propriedades (85,9% do total), com área de 93,4 milhões hectares (68,9% do total)"... Então, a medida vai acabar prejudicando uma pequena minoria de grandes produtores no Paraná. Nas minhas contas, com R$ 650 mil dá para um produtor individual cultivar 500 hectares de milho ou 700 ha de soja, área que no Estado é considerada grande e limitada a um grupo restrito de produtores.
Nas minhas contas: 2 x 0 para a isonomia!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tese de mestrado
Para quem não sabe, nosso grande amigo Celso Seratto se tornou Mestre em Economia em 2010, e tivemos o prazer de vê-lo defendendo a tese. Segue abaixo o resumo do trabalho e o link para quem quiser ler toda a dissertação, cujo tema foi: "Viabilidade econômica de um projeto de produção de energia elétrica via biomassa florestal: estudo de caso a partir da Usina Santa Terezinha de Paranacity''. É a prova que o eucalipto é realmente multiuso e tem um grande potencial de aproveitamento.
Resumo
À luz da teoria de origem shumpeteriana, este trabalho avalia a viabilidade de um projeto de inovação, do tipo incremental, de processo, no seu sentido para a firma, que foi consolidado em um estudo de caso para a Unidade Termelétrica da Usina Santa Terezinha de Paranacity/PR. O projeto aproveita a capacidade ociosa do sistema termogerador de extração e condensação, no contraturno e na entressafra da cana, visando aumentar a produção de energia elétrica e créditos de carbono, suprindo o déficit do combustível convencional – o bagaço –, com a biomassa florestal – cavacos de Eucalipto –, que seriam cultivados em 5.059,8 ha arrendados. E, prevê usar os equipamentos agrícolas e de transporte disponíveis, além de adquirir os insumos e implementos destinados ao cultivo florestal com financiamento via BNDES e, as máquinas e equipamentos destinados à colheita mecanizada de processamento da biomassa deverão ser adquiridos via operação de leasing. A análise de viabilidade econômica e financeira foi feita com projeção no horizonte de 18 anos, com a técnica do fluxo de caixa descontado, utilizando os critérios da TIR, VPL e payback, à taxa de desconto equivalente a TMA de 13,75% a.a.. A influência dos custos com o transporte e dos demais com a logística, foi testada com o efeito da variação no raio médio das áreas florestais dedicadas. Assim, os resultados com o projeto da inovação incremental indicaram que existe viabilidade econômica se as áreas de cultivo florestal forem localizadas até 117,77 Km da Usina, o que reduziria o payback do design atual do empreendimento de 13,10 para 11,90 anos. Contudo, se o raio médio for de 30 km, o projeto pode proporcionar um payback de 10,49 anos e o VPL de R$ 10.489.586,13. Assim, respeitados os aspectos técnicos, ambientais e político-institucional, concluiu-se que o projeto é viável, podendo provocar inovações ulteriores na economia local, visto que a parcela produzida em 20% das áreas remanescentes, designada ao pagamento pelo arrendamento, aumenta a oferta de madeira de Eucalyptus sp., no raio de ação do projeto. Todavia, foi identificado que o preço competitivo para a Usina adquirir biomassa permite a compra de terceiros até o raio de 22,93 Km, o que, contudo, possibilita construir uma ligação robusta entre as cadeias de agroenergia e de produção florestal, o que respalda a formulação de políticas públicas que estimulem a inclusão de agricultores nesse processo produtivo com vistas ao desenvolvimento regional.
Para baixar o trabalho na íntegra: clique aqui (Dissertações-2010-21/08/10)
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