Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Plantio de soja

Cheguei de viagem e li a notícia abaixo. Pela manchete achei que se referia ao plantio antecipado, já que por aqui na região, se planta soja até em setembro. Mas a questão é outra, daí temos duas questões então, que quando se juntam causam um belo problema. Um outro apontamento perigoso é quanto ao aumento da população de plantas, já que é comum, na região, entre os produtores o uso de quantidade de sementes acima do recomendado, o que chega a causar prejuízos, como na última safra, onde as condições climáticas foram muito boas, e houve acamamento de soja, justamente pelo exagero no plantio.
===========================================================
Pressa na semeadura traz prejuízo a sojicultor

Falando na manhã de ontem a produtores e técnicos na Cocamar, pesquisador da Esalq/USP diz que perda não é pequena
“Os produtores do Paraná parecem que apostam corrida no momento de semear”, comentou o pesquisador Antônio Luiz Fancelli durante evento realizado na manhã de ontem na Cocamar em Maringá, que reuniu cerca de 80 produtores e técnicos. Caso típico em que a pressa é inimiga da perfeição: o resultado da correria, segundo Fancelli, é que 15% das plantas não nascem, reduzindo a produtividade em pelo menos 8,5 sacas por hectare. O ideal, orienta, é que a semeadeira seja conduzida, no máximo, entre 5 e 6 quilômetros por hora.
Cuidados na implantação e no manejo inicial da lavoura de soja foram abordados pelo pesquisador, é especialista em solos e nutrição de plantas na Esalq/USP. Entre os participantes estavam cooperados que participam do Programa de Aumento de Produtividade de Soja (Paps), realizado pela Cocamar desde 2006.
Segundo ele, a receita do sucesso começa pela qualidade da semente, mas aumentar a população de plantas, seguindo orientação técnica, também pode ser importante. (Fonte: Flamma).

terça-feira, 28 de junho de 2011

Governo corta crédito para as commodities

Acabo de ler a seguinte notícia na mídia (clique aqui para a íntegra), onde Faep e Ocepar cobram do Governo alteração no Plano Agrícola e Pecuário, alegando que o limite único de financiamento a juros controlados, de R$ 650 mil por produtor, englobando todas as culturas, representaria um corte de 43,5% do crédito rural dos produtores de milho e soja.

Faço o seguinte contraponto com duas reflexões:

a) Qual será a opinião dos produtores de frutas, café, pecuária, hortaliças, entre outras culturas que os últimos planos marginalizavam ? Para estes o aumento é muito bem vindo, ainda mais que o custo de produção destas culturas, que na maioria dos casos geram muito mais empregos, é também maior;

b) Segundo informações divulgadas pela própria Faep na matéria especial "Boletim Código Florestal" (clique aqui para todo o conteúdo), na pág 2 cita que  "... de acordo com dados do INCRA de 2010, as propriedades com até 4 módulos fiscais são 90% de todas as propriedades no país (4,7 milhões). Os estados do sul, sudeste e nordeste são responsáveis por mais de 70% de toda a produção agropecuária do país e neles se concentra a maioria das propriedades com até 4 módulos fiscais (cerca de 60 a 80 hectares, dependendo do local). As regiões mencionadas detêm 4 milhões de propriedades (85,9% do total), com área de 93,4 milhões hectares (68,9% do total)"...  Então, a medida vai acabar prejudicando uma pequena minoria de grandes produtores no Paraná. Nas minhas contas, com R$ 650 mil dá para um produtor individual cultivar 500 hectares de milho ou 700 ha de soja, área que no Estado é considerada grande e limitada a um grupo restrito de produtores.

Nas minhas contas: 2 x 0 para a isonomia!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mercado de soja II

Soja: Pico das cotações e melhores momentos para venda passaram, aponta CBOT

As melhores oportunidades para venda de soja na temporada 2010/11 ficaram para trás, segundo especialistas do mercado de commodities. Depois de avançarem ao maior patamar em 17 meses e romperem a barreira dos US$ 14 o bushel (27,2 quilos) em fevereiro, as cotações internacionais da oleaginosa voltaram a trabalhar na casa dos US$ 13 neste mês e, segundo os analistas, devem apenas se sustentar até junho.

Na quarta-feira (20), num dia de alta de dois dígitos, o primeiro contrato da soja foi a US$ 13,58 o bushel na Bolsa de Chicago (CBOT), o equivalente a pouco menos de US$ 30 a saca de 60 quilos. O preço é 38% superior ao registrado nesta mesma época da safra passada, mas representa uma queda de 4% em abril e de 6% ante o pico de dois meses atrás (US$ 14,51/bu).

De acordo com os especialistas, o mercado tem encontrado dificuldades para continuar subindo quando se aproxima dos US$ 14, o que indica que o movimento de alta estaria perdendo o fôlego e que, por isso, o preço da soja já teria atingido seu teto. “As cotações devem continuar encontrando sustentação no mercado financeiro e na competição com o milho, mas não têm mais muito espaço para subir”, considera economista Gilda Bozza, analista do Departamento Técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

“É possível que o mercado tenha chegado ao limite. Há muita soja na América do Sul e, com a China cancelando e adiando compras, existem algumas dúvidas quanto à demanda”, avalia Jack Scoville, analista do Price Group, de Chicago Ele acrescenta que o clima úmido nos Estados Unidos, que atrasa o plantio do milho, alimenta especulações sobre um possível aumento no plantio de soja no país, o que seria negativo para as cotações.

“O mercado considera que, se continuar chovendo muito, não haverá tempo para plantar todo o milho planejado. Caso isso ocorra, essas áreas iriam para a soja, que pode ser semeada um pouco mais tarde”, completa Steve Cachia, analista da Cerealpar, de Curitiba. Ao contrário dos outros analistas, ele não descarta novas altas na soja. “Comparada ao milho e ao trigo, a soja é o elo mais fraco em Chicago no momento e, por isso, ainda tem espaço para subir.” Nos últimos 12 meses, os dois cereais acumulam valorização de, respectivamente, 106% e 62% na bolsa norte-americana.

Fonte: Gazeta do Povo + Globo Rural

sábado, 16 de abril de 2011

Mercado de Soja

Segue informações sobre o mercado de soja, que recebi do colega Adalberto Scanferla. Estou reproduzindo parte da apresentação de material produzido pela SAFRAS & MERCADO, onde apresenta tendências e cenários:

TENDÊNCIAS - CBOT

MERCADO SUBIU BEM DESDE 2010, MAS MUITO VOLÁTIL

FATORES POSITIVOS AOS PREÇOS:

- Solidez no mercado físico dos EUA com firme demanda - Estoques muito ajustados nos EUA

- E também em 2011/12 caso confirme área menor (briga por acres) - Aperto forte nos estoques de óleos vegetais

- Alta no petróleo (estoques menores e boa demanda) - Recuperação nas Bolsas (melhora do sentimento sobre a economia)

- Preocupação com chuvas no Brasil - Previsão de área menor em 11% na China

SEGUIR  VOLÁTIL (Fundos cairam de 45% para 30% das posições)

FATORES LIMITANTES

- Dúvidas sobre a evolução da economia: aperto na China, crise política no Oriente Médio e catástrofes no Japão

- Incertezas sobre o futuro do dólar - Provável safra recorde no Brasil e boa na Argentina

- Demanda saindo dos EUA para a América do Sul

CURTO PRAZO: CONFUSO E INSTÁVEL X LONGO PRAZO POSITIVO COM FUNDAMENTOS SÓLIDOS E SUPORTE NO FINANCEIRO
 
CENÁRIOS DE PREÇOS CBOT
 
*HIPÓTESES BÁSICAS

- ÁREA MENOR NOS EUA EM 2011 -AMÉRICO DO SUL DE 132/133 MLS T EM 2011

- ÁREA MAIOR NA AMÉRICA DO SUL 2011/12 -DEMANDA SEGUE FIRME

- PETRÓLEO SE MANTENDO AQUECIDO

*CENÁRIO DE PREÇOS/CBOT

SOJA (Média 5 anos de US$ 8.65/bushel)

-2008 - MÉDIA = US$ 12.33
-2009 - MÉDIA = US$ 10.30
-2010 - MÉDIA 1” SEM = US$ 9.55
-2010 - MÉDIA 2” SEM = US$ 11.38
-2011 - MÉDIA 1” SEM = US$ 13.50/14.50

quarta-feira, 16 de março de 2011

2ª pior colheita da história de Mato Grosso

Aprosoja/MT não dimensionou as perdas. Porém, dificuldades relatadas deixam produtividade e renda ameaçadas mais uma vez

Soja e milho, duas das principais commodities agrícolas de Mato Grosso, correm sério risco de perdas na safra 10/11, apesar das previsões de um novo recorde de produção, conforme projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O motivo é o excesso de chuvas que cai sobre Mato Grosso há várias semanas e que inviabiliza os trabalhos no campo, como a colheita da soja e o plantio do milho.

O oeste mato-grossense – principalmente as lavouras de Sapezal e Campos de Júlio – é a mais crítico. As estimativas dos produtores das duas cidades são de que pelo menos 30% da soja apresentem algum tipo avaria causada pela umidade e retardo da colheita. Por outro lado, o plantio de milho que está sendo feito fora da janela ideal – encerrada no dia 28 de fevereiro – aumenta as preocupações com o desempenho desta safra e acende a luz vermelha para o produtor.

Para ler a reportagem toda do site Agrolink, clique aqui.

sábado, 12 de março de 2011

Soja - perdas na colheita por chuvas

Ontem recebi do Jefferson, assistente técnico de Marialva, essas e outras fotos de lavouras de soja no Mato Grosso do Sul, praticamente perdidas, em função das chuvas intensas que vem ocorrendo na fase de colheita. Segundo ele, que recebeu as fotos de técnicos que trabalham na região, no caso específico, Maracaju, as perdas são grandes, o que pode ser confirmado pela notícia de hoje do Jornal O Diário do Norte do Paraná. A reportagem citada pode ser acessada no link abaixo, e aponta que cerca de 30% da soja do MS já é dada como perdida. Exageros à parte, que normalmente ocorrem nestes anúncios, mas o fato é que pelo jeito a situação é bem crítica, tanto que vários municípios decretaram estado de emergência. 


Uma questão técnica importante que coloco para reflexão é a questão da dessecação da cultura. Uma técnica que é preconizada em casos de alta incidência de plantas daninhas, mas que virou rotina entre os produtores, na ânsia de adiantar três ou quatro dias para o plantio do milho safrinha. Segundo vários colegas que conversei, tem muita gente coçando a cabeça, pois dessecou a cultura e em seguida começaram as chuvas. O resultado é conhecido, a planta fica totalmente suscetível a perdas devido a chuva, e uma planta que aguentaria tranquilamente vários dias com umidade, não resiste à metade do tempo. Fiquei sabendo de casos na região de Toledo, já há cerca de 20 dias, e agora também no MS, onde segundo informantes, houve muita dessecação. Agora, as consequências! Lembrando: não sou contra a prática, desde que aplicada em casos que haja de fato a necessidade, o que não parecem os casos, principalmente agora onde quase 90% das lavouras são transgênicas, e visualmente as culturas chegam na fase da colheita totalmente no limpo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Soja: Opção pela convencional

A soja convencional, considerada mais saudável ao consumo humano, volta a despertar o interesse dos produtores de MT. A notícia abaixo que tirei do site Agrolink destaca que o Mato Grosso ainda é um dos poucos Estados que tem grande área de plantio de soja convencional. No Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, mais de 90% das áreas são de sementes transgênicas.
----------------------------------------------------------------------------------
Vedete das últimas safras, os transgênicos ou OGMS (Organismos Geneticamente Modificados) continuam expandindo sua área em Mato Grosso. Hoje, a soja transgênica já responde por cerca de 60% de toda a área destinada ao plantio da oleaginosa. Mas, em um ritmo mais veloz do que muitos podem imaginar, a soja convencional – produzida sem a tecnologia roundup ready e considerada mais saudável ao consumo humano – volta a despertar o interesse e a preferência dos produtores mato-grossenses. Motivos para isso não faltam: o custo de produção é praticamente o mesmo e a produtividade é semelhante. No caso das OGMs, a grande vantagem está na facilidade do manejo da lavoura, que dispensa a aplicação de herbicidas para eliminar ervas daninhas. Para a não transgênica ou convencional, a atração está no interesse cada vez maior de europeus, chineses e coreanos pela soja com “menos veneno”, bem como o melhor preço pago ao produtor. Aliada a estas vantagens está a facilidade de escoamento via portos de Itacoatiara (AM) e Santarém (PA), que demandam apenas o transporte de não transgênicos.
Para ler todo o texto, clique aqui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grãos: apesar da pressão de boas safras, cenário para 2010/2011 é altista

Início de colheita no Paraná e conclusão do plantio na Argentina aliviam sintomas de quebra na América do Sul, mas tendência para 2011 segue altista.
Fevereiro começa em clima mais tranquilo que o previsto para a safra de grãos na América do Sul. O rendimento dos talhões já colhidos no Paraná e em Mato Grosso e a conclusão do plantio na Argentina amenizaram o diagnóstico crítico para a produção de soja e milho no continente, fortemente ameaçado pelo fenômeno La Niña neste ano. Por outro lado, a tendência de expressivo aumento do consumo, alavancado pelo lado asiático do globo, e de aperto nos estoques norte-americanos, mantém o alerta para o quadro de oferta e demanda em 2011.
No Brasil, a maior parte da área plantada está na fase final de desenvolvimento. A cada dia, uma parcela das lavouras escapa do risco climático, com o lento avanço da colheita. Depois de Mato Grosso, maior produtor nacional, foi a vez de o Paraná entrar com máquinas nas lavouras na última semana.
“Em termos de clima, a safra está salva no estado. Os atuais níveis de reserva de água no solo permitem até 15 sem chuvas”, diz Luiz Renato Lazinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Mas, em regiões onde o plantio foi finalizado mais tarde, como nos Campos Gerais, é necessária umidade até o final deste mês.
De todo modo, a condição das áreas paranaenses é boa, conforme a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os primeiros números da colheita já fazem o mercado revisar para cima as estimativas de produção do estado, ante as projeções de recuo de ao menos 3% na produtividade.
Robson Mafioletti, analista da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), acredita que o Paraná tem condições de alcançar os 14 milhões de toneladas de soja nesta safra, “se tivermos a mesma produtividade de 2009/10”. Ano passado, o estado colheu 13,9 milhões de toneladas, conforme a Expedição Safra Gazeta do Povo. Para o Brasil, o quadro também é animador. “Se não chegarmos aos 70 milhões de toneladas de soja, ficaremos muito próximos disso”, estima. Segundo Mafioletti, três de cada quatro anos de La Niña têm quebra na produtividade.
Considerando também o milho, que teve redução de área, o Paraná tende a registrar queda no volume da colheita, que ano passado chegou a 20,6 milhões de toneladas, de acordo com a Expedição Safra. A justificativa está no rendimento da soja, que é a metade do volume de milho por hectare. Assim, a produção pode ficar abaixo de 20 milhões de toneladas mesmo sem quebra.
Com cotações animadoras, o ganho em renda é dado como certo. “Quem vai vender na colheita deve lucrar de R$ 5 a R$ 6 por saca de soja a mais do que no ano passado”, calcula Mafioletti.
No cenário internacional, a tendência é altista, pelo menos neste primeiro semestre, quando o mercado deve incentivar o plantio nos Estados Unidos, preveem analistas. O aperto nos estoques dos EUA de soja e milho e a perspectiva de crescimento das importações chinesas também alimentam esperanças de bons preços para os grãos.
Já no segundo semestre, se confirmada uma boa safra nos Estados Unidos, o mercado pode ficar enfraquecido, alerta Ricardo Lorenzent, consultor da XP Investimentos. “A recuperação do dóllar índex e um possível comportamento de aversão a risco por conta de aumento de juros nos Estados Unidos também podem ser fatores baixistas”, complementa.
Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governo retira inseticida do mercado

Como sempre, somos os últimos a retirar de circulação agrotóxicos que são proibidos muito antes em outros países. Dessa forma, continuam lucrando em cima do terceiro mundo à custa da saúde de agricultores e consumidores. Vejam a notícia abaixo:

"O metamidofós, princípio ativo de alguns inseticidas utilizados nas culturas de cana-de-açúcar, soja e algodão, não poderá mais ser utilizado no Brasil a partir de 2012. A decisão pelo banimento do produto contou com parecer conjunto do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A proibição foi publicada ontem no Diário Oficial e, entre outros motivos, levou em consideração o fato de o metamidofós já ter sido proibido em outros países pelo seu elevado grau de toxicidade. O produto pode provocar danos nos sistemas endócrino e reprodutor humano e no desenvolvimento de feto.

A retirada do produto do mercado, no entanto, será programada. As empresas que ainda importam o princípio ativo e fazem a formulação poderão manter a produção até 19 de novembro deste ano. Já a comercialização poderá ser feita no Brasil até 31 de dezembro de 2011, para finalmente em 30 de junho
de 2012 o uso do metamidofós ser totalmente proibido.

Conforme dados do Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura, cinco empresas têm registro para formulação de produtos à base do metamidofós - Milênia, Fersol, Sipcam, Nufarm e Bayer. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), estudos ainda estão sendo realizados para avaliar o impacto que a retirada do produto causará no mercado."

Fonte: Valor Econômico - 18/01/11

domingo, 14 de novembro de 2010

Soluço na China

Chicago: Soja e milho trabalham no limite de baixa

Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago trabalharam com forte queda na sessão diurna desta sexta-feira. Os preços da soja e do milho operaram no limite de baixa. A soja acabou fechando com praticamente (-) 0,70 para todos os vencimentos futuros, o que significa, uma queda de 70 centavos de dólar por bushel, ou US$ 1,50 por saca, ou ainda, em torno de R$ 2,60 por saca.

O ajuste econômico promovido pela China com o aumento da taxa de juros para conter a inflação pressionou os preços em todo o mercado de commodities nesta sexta-feira. A soja, dentre as commodities agrícolas negociadas na CBOT, é a que registrou as perdas mais expressivas. O vencimento maio perdeu o patamar dos US$13/bushel ainda no pregão noturno. Ao final do dia, passou simplesmente de US$ 13,47 para US$ 12,77.

De acordo com alguns analistas, essa movimentação pode ser rápida e passageira por conta da demanda chinesa - que continua firme e aquecida - e por conta de uma redução na produção de grãos nos Estados Unidos, além da briga por área, que deve atuar como fator de sustentação para os preços.

Os analistas apostam também na China como expressivo comprador de milho devido à quebra da safra chinesa. Para a soja, a procura continua crescente e acredita-se que essa queda nos preços pode ser uma oportunidade de compra na próxima semana.

Enfim, o circo está armado. Amanhã é feriado no Brasil, mas não no mundo. Estou lembrando de alguns anos atrás no fatídico soja a R$ 52,00: um chinês expirou na sexta, parece que também tinha feriado no meio, e o mercado simplesmente despencou. Tomara que esse comportamento de sexta-feira seja apenas um soluço, pois caso contrário, na terça-feira estaremos trabalhando com soja a R$ 42,00 ou menos por saca, aqui em Maringá, a não ser que o dólar tenha comportamento inverso e amenize essa perda. Vamos esperar para ver.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Preços da soja

Fiz um levantamento dos preços da soja desde 1997, e elaborei o primeiro gráfico abaixo, que nos dá uma idéia da situação dos preços atuais no contexto do período. Os preços, em reais,  foram obtidos do levantamento do CEPEA-Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (vide o site), e se referem ao preço do produto segundo o Indicador Soja CEPEA/ESALQ-Paraná, um levantamento diário de negociações no mercado físico de lotes (entre empresas), portanto os preços são um pouco acima do mercado de balcão, mas refletem fielmente a variação no período.

De posse destes dados diários, obtive a média mensal destes preços, e após levantamento do dólar médio mês a mês neste mesmo período, transformei a série do CEPEA em dólar, fazendo um gráfico específico. Este segundo gráfico mostra bem o que aconteceu a partir de 2007, quando os preços da soja mudaram de patamar, e a antiga média de 10-12 dólares por saco ficou para trás, simplesmente dobrando esses números. Neste novo período, representado pelos últimos 4 anos, o menor preço foi US$ 18,50 e o maior US$ 32,50.

Portanto, esses US$ 28,00 de hoje estão bem próximos do pico de preço, e sobretudo um pouco acima das melhores médias desses últimos três anos. Muito bom!



(Clique nos gráficos para ampliar e melhorar a visualização) 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bom momento III

Hoje a soja bateu US$ 12,72 por bushel no produto atual e beirou os 13 dólares (US$ 12,93) para maio/11, o que dá US$ 28,00 e US$ 28,50 por saca, respectivamente, para o presente e o futuro, preços pra lá de bons. Traduzindo em miúdos, temos hoje no físico, preço de balcão em Maringá,  a soja beirando os R$ 43,00/sc, e a possibilidade de venda a termo (futura), para entrega em março/11,  por R$ 43-44, e dependendo da empresa até R$ 45,00/sc.
Se considerarmos que a soja, nesta safra 10/11, deve custar em torno de R$ 900,00 por hectare, numa conta simples, concluímos que, caso o produtor garanta esse preço, serão necessárias 20 sacas por hectare para cobrir todos os custos, nada mal para uma cultura que tem como média na região cerca de 45-50 sc/ha, ou seja, a rentabilidade é de aproximadamente 120%, podendo superar esse número caso a safra seja parecida com a 09/10, quando as condições climáticas foram muito favoráveis, e muitos produtores chegaram a 60 sc/ha.
Então, está claro que embora o mercado possa subir mais, a única garantia no momento é esse contrato atual que dá esta boa margem, suficiente para o bom empresário fazer as contas das despesas e garantir, pelo menos, seu custo de produção. É a antiga história da média de preços, vende melhor quem vende parcelado. 
Se já é difícil acertar na mosca, imagina querer acertar, num tiro, o "olho da mosca". Enfim, o mercado está muito bom, o cenário é positivo e otimista para os próximos meses, mas não esqueçamos que o produto é negociado em bolsa, que sofre a maré de mercado, e nem sempre segue a lógica da oferta e demanda, tem muito mais condicionantes que os produtores aqui no interior nem imaginam.
Assim, vale o antigo ditado que diz que "cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém", e como disse o ilustre Roberto Rodrigues, é bom colocar a barba de molho.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bom momento II

Nos últimos dias a cotação da soja está bem interessante, beirando os US$ 12 por bushel, um valor elevado para o produto. Hoje, no programa Globo Rural, o ex-ministro da Agricultura, Engenheiro Agrônomo Roberto Rodrigues fez uma análise da situção, que de fato só não está melhor devido à cotação do dólar. Mas ele mesmo alerta: a tendência da moeda americana não é de se valorizar.
Assim, considerando que os preços da soja em dólar estão, tanto no físico quanto no futuro, com cotação alta, a recomendação seria de o produtor procurar fazer uma trava de parte da produção, garantindo uma rentabilidade mínima ao seu empreendimento, que nos preços atuais beiraria 100% de lucro, caso a produtividade seja normal nesta safra 10/11. Caso não queira fazer o hedge, existe a possibilidade de buscar um seguro de preços através do mercado de opções, de forma a participar de uma possível maior alta no mercado no futuro.
Como disse o Dr. Roberto na entrevista: "portanto é bom: número um, botar as barbas de molho, e número dois, fazer uma posição no mercado futuro, vendendo pelo menos uma parte da safra”. Fica a dica!

sábado, 11 de setembro de 2010

Concurso de produtividade de soja

Para quem quiser participar do concurso de produtividade de soja ou conhecer melhor como funciona, é só acessar o site da CESB - Comitê Estratégico Soja Brasi, no link abaixo:

Para saber mais sobre o Desafio de Máxima Produtividade Safra 2010/2011, clique aqui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desvendando os segredos do Mister M da soja

Essa eu devo ao meu amigo Ceará, grande Engenheiro Agrônomo Italvaci de Souza, de Campo Mourão, que pelo jeito, nas horas vagas, é também detetive. No intuito de averiguar melhor sobre a notícia veiculada recentemente em toda a imprensa nacional, visitou o produtor e fez esse ótimo relatório, que gentilmente me repassou e coloco abaixo da forma original recebida, com a autorização do autor.

"Quinta feira, dia 02/09, estive no município de Mamborê (PR) visitando o produtor Rural Sr. Leandro Sartorelli Ricci, vencedor do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, Safra 2009/2010. Esse concurso foi promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) que, em sua 1ª Edição, teve a participação de 800 produtores de todo o Brasil. O produtor Leandro Ricci conseguiu a impressionante produtividade de 108,4 sacas de soja por hectare, equivalente a 262,32 sacas por alqueire.
Será que ele descobriu a pólvora, é Mágico ou é um verdadeiro Alquimista!?
O que diria o “MAGO” Paulo Coelho sobre isso!?
De acordo com os relatos do próprio produtor, ele não fez nada de outro mundo.
Simplesmente escolheu a melhor parcela de solo da propriedade (parcela de 8 ha), dobrou a densidade de plantio (511 mil plantas/ha), para a cultivar utilizada (Syngenta 3358) o stand recomedável varia de 250 a 300 mil plantas por hectare. Para aumentar a densidade de plantio, como o mesmo não tinha semeadeira com espaçamentos menores, ele fez o tal do plantio cruzado, ou seja, foram feitas duas semeaduras na mesma área, cruzando as linhas de plantio. Foi feita uma adubação de base pesada com 660 kg/ha de Súper Simples e, em cobertura, 250 kg/ha de KCl. Vejam que é o dobro ou mais que a recomendação para uma produtividade de 151 sacas/alqueire. No tratamento de sementes adicionou-se cobalto e molibidênio (COMO). Foi realizada também adubação foliar em duas aplicações (250 ml/ha de stimulate + 415 ml/ha de Yaravita Mantrac); três aplicações de fungicidas e três aplicações de inseticidas.
O clima foi bastante favorável à cultura, uma vez que durante o ciclo da mesma (115 dias) choveu regularmente e com boa distribuição (62 dias), sendo uma precipitação total de 1359 mm.
Vale ressaltar que na parcela testemunha, também com alta tecnologia, a produtividade obtida foi de 170 sacas/alq.
Nessa safra (2010/2011) o proprietário comentou que vai fazer novas avaliações/experimentações, porém, com menor quantidade de insumos.
Então senhores, mágica alguns fazem, milagres...

Eng. Agr. Italvaci de Souza"

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Economia burra

Hoje falando com um produtor de Maringá, questeionei sobre a colheita do milho safrinha. Disse ele que havia terminado e que tinha produzido 150 sacas por alqueire. Lógico que achei pouco e perguntei a razão, ao que ele disse que tinha usado grão próprio, o famoso "milho de paiol". Segundo sua teoria, havia gastado pouco e com isso poderia estar tendo o mesmo lucro por hectare que os demais produtores, ou seja, estava convencido de que tinha feito um bom negócio, e queria que eu concordasse com ele. Não cheguei a fazer nenhuma conta no momento, e fazendo agora, pode até ser que a sua economia em semente seja os 50 sacas por alqueire que os demais produtores estão produzindo a mais (a média dos produtores tranquilamente este ano vai ficar em 200 sacas por alqueire). Embora naquele momento o produtor fosse um cliente meu e fosse politicamente correto concordar com sua teoria, não tive dúvidas em lhe afirmar que tinha feito um péssimo negócio.
Certamente da mesma forma que economizou na semente, deve ter economizado no fertilizante (ninguém vai usar 300 kg/ha de formulado em grão ao invés de semente), ou seja, o que a planta retirou do solo é mais que o fornecido, de forma que ele só piorou as condições do solo e as safras futuras vão mostrar, pois a natureza não perdoa. Falei categóricamente que se ele tivesse plantado um adubo verde o resultado para o sistema seria muito melhor. Temos que parar de pensar no curto prazo e trabalhar com médio e longo prazo, pois o que importa é o resultado ao longo do tempo. 
Não sei se ele gostou de ouvir isso, mas tenho certeza que se refletir sobre a questão, vai ver a burrice que fez. Se não entender agora, pode entender por mal, no futuro. Dúvido que sua média de produtividade de soja supere de outros produtores com mentalidade menos retrógrada. Ou seja, perde um pouco agora, mas vai perder mais depois. Qual a vantagem disso ? E o mais interessante que disse foi que economizou 2% do agrônomo, já que nem precisou financiar. Precisa dizer mais alguma coisa ? 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Embrapa lança publicações sobre Manejo Integrado de Pragas da soja

A Embrapa Soja acaba de editar duas publicações que trazem novas informações sobre a relevância do Manejo Integrado de Pragas e também sobre os níveis de desfolha tolerados na soja sem reduzir a produtividade. As duas publicações, detalhadas abaixo, estão disponíveis nos links abaixos:  Circular Técnica 78 -  Práticas de manejo de pragas utilizadas na soja e seu impacto sobre a cultura



O Sistema de Alerta é uma boletim eletrônico da Embrapa Soja que traz informações sobre os problemas que podem afetar a safra de soja e de trigo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Rally da Safra

Foi realizado na última segunda-feira, dia 08, aqui em Maringá, um evento onde foi proferida palestra sobre mercado de soja e milho. O Rally da Safra é uma expedição organizada pela Agroconsult, com o apoio de outras grandes empresas, que percorre as principais regiões produtoras do Brasil, fazendo levantamentos das principais culturas e apresentando os resultados aos produtores. Quem quiser acompanhar o roteiro e ver as notícias é só acessar o site www.rallydasafra.com.br/.

Resumidamente a situação apresentada na palestra foi a seguinte:
SOJA - Safra 09/10 - EUA: área recorde, produção recorde;
AMÉRICA DO SUL (Brasil/Argentina): área recorde, produção recorde;
Estoque mundial inicial de 31 foi para 48 milhões de toneladas.
Preços com tendência de ficar no patamar de US$ 9 a 9,25 por bushel, ou seja, algo em torno de US$ 20,00 por saca em Chicago.
Para a próxima safra 10/11 a tendência é de aumento de área, e se as condições forem favoráveis, o estoque mundial vai perto de 60 mi de t e preços tendem a cair para a faixa de US$ 8,5 a 9,0 por bushel.

MILHO - situação semelhante, sendo que em termos externos sem perspectiva de melhora. O alento seria o mercado interno, caso a avicultura e suinocultura se consolidem e aumentem o consumo.
Preços com tendência de ficar no patamar de US$ 3,7 a 4,0 por bushel.

O colega Orlando, engenheiro agrônomo do BB, como de costume, fez um resumo completo da palestra com todos os detalhes. Para baixar o arquivo é só clicar aqui e fazer o download. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Rentabilidade da Soja

A safra 08/09 foi marcada por uma forte estiagem em nossa região, e embora os preços da soja estivessem altos, a rentabilidade foi seriamente prejudicada pois a produtividade foi baixa. Pelos dados oficiais do DERAL – Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura do Estado do Paraná, a média de produtividade da soja na região do entorno de Maringá ficou ao redor de 1.800 kg/ha, sendo que em alguns municípios essa média foi menor ainda, principalmente aqueles que margeiam o Rio Ivaí.

Se considerarmos que o preço da soja, no primeiro semestre de 2009 (época de pico de comercialização da safra), foi em média R$ 43,60 por saca, a renda bruta de um hectare de soja ficou em torno de R$ 1.308,00 (na média). O custo total de produção, sem contar depreciação e custo de oportunidade do capital, de um hectare de soja foi de aproximadamente R$ 1.170,00. Portanto a rentabilidade média foi de apenas R$ 138,00 por hectare.

Nesta safra com colheita iniciada, o custo da soja está sendo 15% menor que o da safra passada, visto que houve uma redução no preço de alguns insumos, ficando o custo total na casa de R$ 1.000,00/ha. A produtividade, sendo pessimista, está estimada em pelo menos 3.000 kg/ha (67% maior). No geral, as lavouras estão ótimas, vejam as fotos. Considerando o preço atual de R$ 33,00/sc, projeta-se uma receita bruta de R$ 1.650,00/ha e líquida de R$ 650,00, uma rentabilidade portanto de 65%.

A análise que quero fazer é a seguinte: a margem não é ruim! Se analisarmos as atividades de forma geral percebemos que poucas dão esse retorno, porém quando fazemos a conta do que isso representa por ano para os produtores, vemos que somente quem tem áreas maiores pode estar satisfeito, é a velha questão da escala. Quando trazemos para a realidade da nossa região, onde predomina a pequena propriedade, e pegamos produtores que plantam 10 ou 20 hectares, vemos que o ganho anual dá pouco mais de um salário mínimo por mês. Se entrarmos no mérito do custo de oportunidade do capital investido aí é covardia querer fazer comparação com qualquer outra atividade comercial. O produtor ganha menos de R$ 1.000,00 por mês de rendimento em cima de um capital de R$ 300.000,00 (isso dá 4% ao ano, um péssimo negócio, a poupança – uma das piores aplicações, dá o dobro disso).

Aí vem a pergunta: é a soja que está remunerando mal (lembrem dos 65%!) ou é o pequeno produtor que está equivocado ao plantar uma cultura que sabidamente é para grandes áreas? Eu afirmo tranqüilamente que a segunda opção é a verdadeira. Estamos em cima de umas das terras mais ricas e caras do Brasil, e que portanto merece uma exploração diferenciada, de forma a extrair dela o melhor. Aí que entra a fruticultura, a floricultura, a olericultura, entre outras atividades mais intensivas que em uma pequena área de terra dão um retorno muito maior.

O exemplo abaixo é bem ilustrativo, onde comparo o desempenho de 1 hectare de soja com a mesma área de café (*), que dentre as alternativas propostas seria umas das piores nesse momento, devido a crise que passa a atividade, e que mesmo assim ainda é melhor que a soja. Observem que percentualmente a rentabilidade do café é metade da soja, porém em termos financeiros, que é que vale, a sobra bem maior. 
OBS: (*) 1 ha de café bem conduzido, adensado, com produtividade média de 50 sacas beneficiadas por hectare.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Safra 09/10: mais soja com menos K


Tudo indica que a safra de grãos 09/10 vai ser muito boa. Até o momento as lavouras de soja e milho estão com ótimo aspecto e com potencial excelente de produção. Não fiz nem vi nenhum levantamento oficial do que vou dizer, mas tenho quase certeza que o consumo de Potássio (K) nesta safra foi menor que nas passadas. Me baseio pelas fórmulas de adubos oferecidas aos produtores no início da safra, que se deu não por critérios agronômicos, mas sim de custo, já que o elemento potássio estourou de preço. No caso da soja, o tão usado 00-20-20 cedeu espaço para o 00-18-18, para o 00-17-17 ou  00-20-10, quando não foi trocado pelo Super simples (SFS). E no fim das contas vamos colher mais soja que nos outros anos. Lógico que as condições climáticas estão altamente favoráveis, e boa parte do resultado se deve a regularidade das chuvas, mas diria que em muitas áreas da região do basalto no Norte do Paraná a diminuição do K ou mesmo sua total ausência não fariam muito diferença. Não estou generalizando e seria o último a incentivar a diminuição de um elemento sem ter em mãos uma análise do solo bem feita. O que estou levantando é que já li diversos trabalhos de especialistas mostrando a importância da relação K/(Ca + Mg) no solo e as respostas a adubação potássica, que podem simplesmente não ocorrer dependendo do seu índice. Também já vi o trabalho feito na região, por um colega da Emater, que mostra como em muitas propriedades há bons teores de K, cálcio suficiente, mas magnésio em excesso (muito em função da prática indiscriminada de calagem sem critérios técnicos, abusando do dolomítico, boa parte até subsidiado pelo Estado em programas oficiais), o que resulta em baixa resposta a aplicação do potássio.
Ou seja, não dá para afirmar nada sem ver o histórico da área e sem a análise do solo, mas muitos produtores podem estar aplicando nutrientes caros sem muito critério e jogando dinheiro fora.