Mostrando postagens com marcador citricultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador citricultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O negócio é sério !!!

Greening atinge 7,6 milhões de árvores dos laranjais de SP

Pesquisa do Fundecitrus detectou a duplicação da incidência na praga nos pomares paulistas, em especial na região central do estado - São Paulo

O greening avança de forma preocupante nos laranjais paulistas e já afeta, somente este ano, 7,6 milhões de pés, que precisam ser eliminados para não infectar as demais árvores. Em um ano, o número de plantas atingidas pela praga praticamente dobrou em São Paulo, segundo o gerente do departamento técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, alcançando 3,8% das árvores e 53,3% dos talhões do parque citrícola de São Paulo. Para o pesquisador, o avanço da doença mostra que é preciso aumentar os cuidados com o controle. "Somente as aplicações de inseticidas não são suficientes para impedir o crescimento da doença, uma vez que não é possível zerar a população da praga", afirma Massari.

O levantamento amostral é realizado anualmente pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), instituição de pesquisa mantida pela cadeia citrícola paulista. No ano passado, 1,8% das plantas e 38,8% dos talhões paulistas apresentavam a doença. Este ano o número de árvores infectadas teve aumento de 111% enquanto a incidência nos talhões aumentou 37,7%. O greening, conhecido como a doença mais destrutiva da cultura do citros (laranja, tangerina e limão), deixa as folhas amareladas onde podem ser observadas manchas irregulares. Ocorrem também mal formações nos frutos e a árvore necessita ser arrancada pela raiz e queimada para não contaminar o pomar inteiro. A região mais afetada pela doença é a central, com 6% de árvores doentes, seguida pela sul com 5%. A região norte apresentou 0,8% de plantas contaminadas, a oeste, 0,7% e noroeste, 0,17%.

Apesar dos números, o Fundecitrus lembra que o percentual de plantas doentes ainda continua inferior se comparado com o estado norte-americano da Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo, que tem aproximadamente 18% de plantas contaminadas. "Esse resultado se deve à resposta dos produtores ao treinamento e adoção, mesmo que sem a intensidade recomendada. O uso de mudas sadias e certificadas, constantes inspeções no campo, erradicação de plantas doentes e controle do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, são as principais ações de combate à doença", diz a nota da instituição. Atualmente, o parque citrícola paulista possui 200 milhões de laranjeiras.
De acordo com Massari, dentre as medidas de manejo da doença, a mais importante é a remoção das plantas doentes, pois se mantidas nos pomares, servem de fonte para a contaminação de plantas sadias. Por outro lado, é fundamental a adoção de controle do inseto vetor, por meio de pulverizações. Essa é uma iniciativa importante, porém não pode ser adotada isoladamente. Nesse sentido, é importante reforçar que as medidas devem ser adotadas de maneira integrada, pois uma complementa a outra. O Fundecitrus reforça que o ideal, para ser eficaz, é que os citricultores realizem o manejo regional.
Em 2010, uma pesquisa da instituição comprovou que, quando feito em conjunto por vários produtores vizinhos, o manejo do greening é mais eficaz, reduzindo até 90% os níveis de incidência da doença. Desde então, a instituição apoia a formação de grupos de manejo regional do greening.

Em todo o estado, grupos se formaram, totalizando 4.379 propriedades trabalhando em conjunto para o controle do inseto vetor. Em Mogi Mirim, na região sul do estado, o produtor Arnoldo Mielke está trabalhando em conjunto há, aproximadamente, um ano. Em seu pomar, no primeiro semestre de 2011, encontrou 0,75% de plantas doentes. Além das pulverizações, Mielke realiza constantes inspeções na propriedade. "Assim que encontro a planta doente, já faço a erradicação na mesma semana. Minha meta é evitar que a doença passe de 1%", diz. Antônio Hermes Bruno, também de Mogi Mirim, é favorável à ação conjunta. "O pessoal precisa ter consciência e atuar com o planejamento das ações de maneira coordenada. Só assim vamos manter o greening sob controle", destaca.

DCI - Diário do Comércio & Indústria

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novos desafios para a citricultura

Pesquisa mostra que consumo de suco de laranja caiu em 127 mil toneladas nos últimos oito anos. Setor procura formas de reverter o quadro Estudo encomendado pela CitrusBR com dados da Tetrapack e Euromonitor copilados pela consultoria Markestrat, aponta queda de 5,3% no consumo mundial de suco de laranja nos últimos sete anos. Os dados compreendem os anos de 2003 a 2010. A queda se deve, principalmente, ao aumento da concorrência com outras bebidas, como águas, energéticos, isotônicos, entre outros.

De acordo com a pesquisa, que observou os 40 principais países compradores da bebida, a redução é equivalente a 127 mil toneladas. Para se ter idéia, esse número é maior do que o total consumido em 2010 pelo Canadá. Somente nos Estados Unidos, principal comprador de suco, o recuo de 2009 para 2010 foi de 5%, o que representa 42 mil toneladas a menos. Um volume que equivale ao total de suco industrializado consumido no Brasil no último ano.

Em mercados importantes como a Alemanha e Reino Unido, nos últimos sete anos, a queda foi de 22,8% e 2,5% respectivamente. Em termos financeiros, levando-se em conta preços atuais do suco no mercado internacional, as perdas giram em torno de US$ 254 milhões, e afetam toda a cadeia produtiva. Segundo o presidente da CitrusBR, o cenário é desafiador e exigirá uma renovação da indústria. “É um momento para o setor se reinventar. Precisamos entender as mudanças no mercado para implantar ações e continuarmos competitivos”, explica.

O estudo demonstra que apesar da queda acentuada nos principais mercados, houve crescimento na demanda em países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China, que formam o grupo BRICs, e México. Nesses mercados se registrou um aumento de 41% ou 78 mil toneladas de suco de laranja. No entanto, esse crescimento ainda não compensa as perdas, já que nos outros 35 principais países a queda de 9,2% representa um recuo de 204 mil toneladas. Isso se dá, principalmente, por que os países com menor renda consomem o suco de laranja de forma diluída, como néctares e principalmente refrescos. “Os países emergentes estão, de fato, crescendo o consumo. Porém, é um movimento lento que vai levar um bom tempo para se consolidar, exige altos investimentos, além de aumento da demanda nos países emergentes e mudanças nos hábitos de consumo”, comenta Lohabauer.

No caso da China, houve um aumento de 99% no consumo, o equivalente a 44 mil toneladas. Embora os números sejam expressivos, estão longe de compensar a queda em outros mercados. Somente na Alemanha, foram 58 mil toneladas a menos no mesmo período. Em 2010 o consumo total chinês representou aproximadamente 10% do consumo americano no mesmo ano.

Outros países que demonstram boas taxas de crescimento são Argentina e Chile. A Argentina, por exemplo, saltou de 4 mil toneladas em 2003, para 17 mil toneladas em 2010, Um crescimento de 358%. O Chile registrou um crescimento vigoroso de 2003 a 2010, saltando de 6 mil toneladas para 11 mil. “A proximidade do Brasil, o Mercosul e possíveis facilidades de transporte poderiam trazer algumas vantagens competitivas no caso de investimentos para o desenvolvimento desses mercados”, ressalta Lohbauer. Onde mais caiu Países da Europa, com alto consumo de suco de laranja, mostram uma queda importante De 2003 a 2010Estados Unidos: -19% = 194 mil toneladas

Alemanha: -22,8% = 58 mil toneladasReino Unido: -2,5% = 3 mil toneladas

Japão: -18% = 23 mil toneladas Onde cresceuPaíses em desenvolvimento com baixo consumo apresentam bom desempenho De 2003 a 2010

Rússia: 63,8% = 84 mil toneladas

China: 99% = 88 mil toneladas

Marrocos: 743% = 5 mil tonelados

Argentina: 358% = 13 mil toneladas

Indonésia: 212,8% = 6 mil toneladas

Romênia : 162,7%= 4 mi toneladas

Resultado: Somando todas as perdas com todos os ganhos, o mundo bebe 127 mil toneladas a menos de suco de laranja concentrado-equivalente, o que equivale ao consumo total da França durante um ano.

Fonte: Agrolink

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O preço do monopólio

A notícia abaixo é da laranja, mas mostra o que pode começar a acontecer daqui a pouco com o pessoal da avicultura. Observa-se um movimento dos abatedouros em montar grandes estruturas de criação própria. É só ocorrer uma crise no setor, que guardadas as devidas proporções, fatalmente o produtor individual vai ser preterido.
===========================================================
Colheita de laranja gera controvérsia na região de Ribeirão

A diretoria da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) denuncia as indústrias de suco Citrosuco/Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus, que estão entre as maiores indústrias de suco de laranja, de privilegiar as frutas colhidas nos pomares das empresas.

Das 330 milhões de caixas de laranjas previstas para serem colhidas na safra 2011/2012, 40% vêm de plantações das processadoras da fruta, de acordo com dados da Citrus BR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos)

Conforme o presidente da Associtrus, Flávio Viegas, a discriminação tem ocorrido nos portões de 14 indústrias no estado de São Paulo, principalmente na região de Ribeirão Preto.

Filas

"Os caminhões que vêm das fazendas das empresas cortam as filas, enquanto a fruta dos produtores tem de esperar até 48 horas para ser recebida e pesada, o que pode acarretar em perdas", diz Viegas.

Por contrato, os citricultores arcam com as despesas por contratação de mão de obra e transporte da fruta até as empresas. De acordo com o presidente do Sindicato do Rural de Ibitinga e Tabatinga, Frauzo Ruiz Sanches, os caminhoneiros têm subido o frete de R$ 0,15 para R$ 0,50 por caixa, devido os custos da demora para entregar a fruta nas empresas.

Conta

"Não é justo a gente não controlar esta parte do processo e mesmo assim, sermos obrigados bancar sozinho esta conta", argumenta o presidente que representa 700 produtores.

A Associtrus pretende se articular com a Faesp (Federação de Agricultura do Estado de São Paulo) e SRB (Sociedade Rural Brasileira) para encaminhar uma reclamação conjunta para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, para reivindicar algum tipo de interferência.

A colheita de laranja nos pomares do interior paulista deve continuar até o fim do ano, segundo estimativa das entidades do setor.

Outro lado

O presidente da Citrus BR, Christian Lohbauer reconhece que a fruta colhida dos pomares das empresas tem entrada nas fábricas privilegiada. "Não tem como ser diferente, porque é estratégico terminarmos a colheita primeiro nestes pomares".

Até junho deste ano, os estoques de suco de laranja nacional estão em 214 mil toneladas, o que é 53% mais baixo do que registrado em 2008, conforme dados da entidade.

Mas Lohbauer nega qualquer privilégio para os citricultores que fecharam contratos a R$ 10 a caixa. "Não tem como fazer isto, porque cada caminhão recebe uma senha quando chega ao pátio das indústrias, por isto não há como furar a fila", explica.

Para a Citrus, o que está provocando esta situação é a superprodução de laranja desta safra: 330 milhões de caixas. "Todas as 14 fábricas estão trabalhando com 100% da capacidade, mesmo assim, vai ter filas nos pátios". Ele diz que mesmo que a estimativa de perda de 15% da produção, por fatores climáticos, se concretize, ainda assim a produção está bem além do que podem absorver as empresas.

Fonte: site Agrolink

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Laranjas de Nova América da Colina/PR ganham mercado

Há algum tempo conheci o trabalho dessa associação, que está produzindo laranja de primeira qualidade, e os produtores ganhando dinheiro com a citricultura. O mercado de mesa é sem dúvida muito mais atraente e rentável, mas exige planejamento e organização. Assim, o Paraná vai mostrando que tem todas as condições de produzir laranja de qualidade, em pé de igualdade ou até superior a São Paulo.

Notícia da Folha Web:

Associação de produtores forma cooperativa em Nova América da Colina para ganhar novos mercados

Com ótima aparência e alto teor de doçura, a laranja de mesa produzida no Norte do Paraná está conquistando novos mercados. E essa expansão não se deve apenas à qualidade do produto, mas também à mudança de razão social da associação de produtores em cooperativa, com sede em Nova América da Colina. Atualmente, a fruta chega aos consumidores em Londrina e cidades próximas e aos poucos entra também ao exigente mercado de Curitiba. A intenção é levar a laranja de mesa a outras regiões do Estado e também a vizinhos, como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A Cooperativa Nova Citrus foi fundada no começo do mês passado. A organização dos produtores, entretanto, começou em meados da década de 1990, e em 2002 foi criada a associação. A mudança foi necessária para expandir a comercialização do produto com a emissão de nota fiscal, o que é uma exigência legal e não seria viável no formato anterior.

Fonte: Folha Web

quarta-feira, 2 de março de 2011

Citricultura V - Palestra Mercado global de suco de laranja

Ainda na Expoparanavaí, ao final do dia destinado a palestras técnicas, tivemos uma palestra com o Presidente da CitrusBR, uma associação nacional dos exportadores de sucos cítricos, que é formada simplesmente por quatro empresas (Citrosuco, Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus). Estas empresas que estão virando três (fusão entre Citrosuco e Citrovita), ficam em SP e detém nada menos que 98% das exportações brasileiras. A Associação foi fundada em 2009, e o presidente é um executivo (Christian Lohbauer) que foi "importado" de associação semelhante dos frangos. Apresentou o plano de ação da associação, que está articulando para o segundo semestre, a formação do Consecitrus, nos moldes do Consecana, para depois trabalhar na reestruturação do Fundecitrus. Pretendem lançar também, em abril, uma mídia mundial para estímulo do consumo de suco.
Dois dados interessantes do setor: vinculados a estas quatro grandes empresas tem aproxidamente 12.000 citricultores (tudo em SP), sendo que 2% deles produzem 47% da produção (as próprias indústrias detém muita área própria). Outro dado que mostra certa incoerência: uma cadeia desta, bem estrutura, desde 2001 não tem dados precisos de estimativas de produção, e acabam seguindo as previsões americanas.
Consegui um cópia da apresentação, de forma que se alguém tiver interesse, tem mais dados interessantes. Também devemos conseguir uma cópia de um material produzido pela CitrusBR, que é uma publicação chamada "O retrato da citricultura brasileira" (ficou de mandar a revista). Essa mesma revista pode ser visualizada, de forma eletrônica, no site da Associação (http://www.citrusbr.com/).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Citricultura IV - Palestra Panorama Econômico

O Brasil é o maior produtor e o maior exportador da fruta, que tem a maioria das áreas no Estado de São Paulo. Mas o Paraná vem se destacando, embora tenha uma área pequena (20.000 ha de laranja - a maioria aqui no Noroeste), com 5% da produção nacional, já aparece no cenário como o estado com a maior produtividade brasileira.
É uma citricultura nova, tem 22-23 anos, mas que tem boa produtividade e agora também qualidade, com muito campo para crescer. Destacou o mercado interno brasileiro, onde o consumo da fruta é "in natura", principalmente transformada em suco diretamente na ponta de consumo (bares, restaurantes, residências, etc), diferente do americano que tem o hábito do consumo do suco concentrado. Infelizmente a cadeia não tem os números deste consumo interno, trabalha com estimativa, numa conta de chegada entre a previsão de produção de safra brasileira menos as exportações do suco concentrado. Disse que teríamos que olhar melhor este mercado, que vem aumentando com a melhora de renda e a mudança de classe de uma boa parte da população, que ascende na pirâmide social e muda os hábitos de consumo.

Resumo da palestra de Maurício Mendes - Presidente da Informa Economics/FNP, na Expoparanavaí 2011.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Citricultura III - Palestra Evolução na pesquisa do HLB

Um consultor de São Paulo, que esteve num congresso na Flórida, em fevereiro, trouxe as últimas notícias sobre o que está sendo feito no mundo, pois a questão atinge toda a Àsia, de onde surgiu a doença, até os EUA e o Brasil. A Flórida tem hoje 18% dos pomares infectados. Segundo ele e outro colega do IAPAR, pesquisador da área de melhoramento, Dr. Eduardo F. Carlos, já existem algumas quatro ou cinco frentes de trabalho. Ele mesmo se mostrou bem otimista, dizendo que agora, parece haver alguma luz no fim do túnel, o que não havia até então. O próprio IAPAR Londrina tem trabalhado a questão do melhoramento, buscando variedades resistentes, mas não há nada de concreto ainda.
Um questionamento bem interessante foi lançado pelo palestrante, que se refere ao excessivo número de aplicações contra a praga que vem sendo realizadas. Tem produtor com 20 a 30 aplicações por ano somente para controlar o psilídeo, o que vem provocando desequilíbrios e principalmente pode afetar a qualidade do produto final (resíduos).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Citricultura II - Palestra Monitoramento de Psilídeo e Cigarrinha

O greening ou HLB é hoje o grande vilão da citricultura mundial. É uma doença bacteriana, transmitida por um vetor, o psilídeo, um pequeno inseto (foto) que tem que ser monitorado e controlado, já que não existe cura para a doença. O Estado de São Paulo tem hoje praticamente 40% dos talhões infestados, e muitas plantas estão sendo erradicadas (único método recomendado após constatada a infecção). No Paraná também já foi constatada a doença em quase todos os municípios, embora o índice ainda seja baixo.

Quanto à cigarrinha, é uma praga que transmite o CVC - Clorose Variegata dos Citros, também conhecida por "amarelinho", uma doença também bacteriana, que hoje é um grande problema em SP, e também na região de Paranavaí, onde tem muita pastagem.

Na palestra foi mostrado o esquema de uso de armadilhas adesivas (verde claras ou amarelas), que colocadas a cada 50 metros em toda a extensão da bordadura do pomar, servem para o monitoramento das pragas e tomada de decisão do uso de inseticidas específicos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Citricultura I - Palestras (Adensamento e Poda)

Participei na última quinta-feira, em Paranavaí, de diversas palestras relacionadas a citricultura e devo postar, nos próximos dias, resumo daquelas mais importantes ou que mais me chamaram a atenção. A primeira foi uma proferida pelo colega Engenheiro Agrônomo Marco Valério Ribeiro, consultor de citrus, que apresentou duas tendências da citricultura moderna: o adensamento e a poda. No primeiro, espaçamentos antigos de 7,0 x 3,5 m, ou até maiores, estão sendo substituidos por 6 x 3 m e até 6 x 2,5 m dependendo do porta-enxerto, buscando retorno econômico mais rápido. Com isso, surge uma segunda técnica que hoje é pregada como quase que obrigatória em qualquer situação, mesmo nos pomares tradicionais, que é a da poda. A poda é um trato extremamente técnico, que exige planejamento e acompanhamento, que muito produtor ainda reluta, mas que é uma prática necessária e que promove ganhos. A técnica vem também de encontro à necessidade de plantas menores para facilitar a colheita, totalmente dependente de mão-de-obra, que é cada vez mais escassa, cara e exigente.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Palestras sobre Citros na ExpoParanavaí

Paranavaí está realizando de 11 a 20 de fevereiro a 40ª edição de sua Feira Agropecuária Industrial. A ExpoParanavaí terá 11 dias de programação, e ocorre no Parque Internacional de Exposições Presidente Arthur da Costa e Silva. O evento é organizado pela Sociedade Rural do Noroeste do Paraná.

Na quinta-feira, dia 17, está programado durante todo o dia uma série de palestras na área de citricultura, com destaque para abordagens sobre pragas e doenças, podas e mercado. A programação toda pode ser visualizada nas imagens abaixo (clique para ampliar). O evento ocorre dentro do parque, nas instalações da Galeria da Citricultura.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Citrus: diminui a incidência de greening em São Paulo

Notícia desta semana, fonte Agrolink.
"O número, referente ao segundo semestre de 2010, é reflexo da diminuição da doença por planta inspecionada. O dado é animador. Os relatórios apresentados neste mês pelos citricultores paulistas, referentes às inspeções e eliminações de plantas com greening no segundo semestre do ano passado, apontam uma redução de 50% no número de plantas eliminadas, totalizando 1,6 milhão de árvores comparados aos 3,1 milhões do primeiro semestre de 2010.
O número é reflexo da diminuição na incidência da doença por planta inspecionada, que caiu de 0,65% para 0,36%, e também na presença do greening por talhão, que reduziu de 42% para 35%.
Os relatórios foram entregues pelo citricultor até o dia 17 de janeiro, à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os técnicos da CDA atribuem os resultados positivos a uma maior conscientização do produtor e à adoção de boas práticas no controle da doença. A boa remuneração do setor também reflete nos seus melhores cuidados com o pomar.
Semestralmente, o citricultor deve entregar os relatórios de inspeção e eliminação de plantas realizadas em sua propriedade a cada três meses, como previsto pela Instrução Normativa nº 53 do Ministério da Agricultura. Num esforço do Governo do Estado para agilizar os processos, o procedimento é todo feito pela internet, no site www.cda.sp.gov.br. Após o preenchimento do relatório, o produtor já recebe o protocolo de entrega, que deve ser impresso e guardado para eventuais comprovações em auditorias a serem realizadas pela CDA, não sendo mais necessário entregá-lo na unidade da Defesa da sua região.
A adesão do produtor também continua em alta, acima dos 90%. Até 17 de janeiro, foram entregues 18.115 relatórios, de um total de 19,5 mil citricultores. Foram inspecionadas 235 milhões de árvores nos dois últimos trimestres de 2010. Aqueles que não entregaram seus relatórios deverão ser checados pela CDA se saíram da atividade ou, em caso negativo, terão de prestar esclarecimentos ao órgão.
Seguro de citros - O projeto pioneiro no País, de seguro sanitário de citros para greening e cancro, lançado no ano passado, está à disposição do produtor. Ele pode preencher essa opção no ato do envio do relatório. Todos os citricultores com até 20 mil plantas estão aptos a receber o seguro em caso de eliminação de árvores por essas duas doenças. Para receber a indenização é simples: ele deve acessar na mesma página CDA( www.cda.sp.gov.br), no canto direito um banner "reclame aqui as suas plantas a serem erradicadas", informar talhão, rua e posição da planta, banco, agência e conta corrente.
Na sequência, enviar uma cópia de um destes três documentos: carteira de habilitação, CPF ou RG e cópia do comprovante de endereço para o e-mail sinistro@relatoriogreening.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ; via fax - 11 3816-6688; ou correio - avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.993, 8º andar, conjunto 81, CEP 01452-001, São Paulo - SP.
Após o procedimento, o produtor recebe visita de um engenheiro agrônomo para a confirmação das plantas eliminadas. As indenizações são depositadas diretamente na conta corrente informada, em um prazo de até 30 dias. As indenizações são de até R$ 4,00 por pé erradicado com greening, sendo permitido até 3% do total de pés da propriedade. Para o cancro cítrico, até R$ 19,00 por árvore retirada, admitindo até 25% do total de árvores do pomar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Biotecnologia na laranja

Na última semana tivemos o prazer de visitar o grande nome da citricultura do Paraná na atualidade. O Dr. Eduardo Fermino Carlos é hoje "o cara" da laranja, e há pouco menos de um ano veio trabalhar como pesquisador no IAPAR, uma grande aquisição do nosso Instituto de Pesquisa, que deve contribuir muito para o desenvolvimento da cultura no Estado.
O Eduardo (como colega de turma da UEL, tomo  a  liberdade de chamá-lo assim), que foi contratado especialmente para trabalhar com biotecnologia, nos apresentou as bases de seu trabalho. Tivemos numa agradável manhã, uma aula particular sobre as novas tendências da citricultura mundial, as técnicas que vem trabalhando, e as promessas de termos em breve laranjas resistentes a seca (transgênicas), laranjas mais produtivas, e quem sabe citros resistentes ao greening, entre outras linhas de pesquisa que desenvolve.
Embora o Paraná seja pouco expressivo na produção de citros, o Estado tem algumas características que podem fazer com que nossa citricultura seja diferenciada. Como ele próprio disse, hoje figuramos na categoria de "outros" no ranking de produtores liderados por São Paulo, e já que não podemos ser os maiores, que sejamos os melhores. E pelo jeito temos todos os elementos para fazer isso.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A citricultura do Paraná

Vale a pena da uma lida na matéria sobre a citricultura paranaense, na Revista do Grupo Gtacc (Ciência & Prática, nr. 21, ano 6), nas páginas 10 a 14. Conta um pouco da nossa história, de uma citricultura jovem e exemplar, com muitos atores velhos conhecidos nossos que atuam na região. Como destacado na matéria, "o roteiro da matéria seguiu a ordem cronológica dos fatos que impulsionaram a citricultura do norte e noroeste do Paraná para que o leitor pudesse compreender como um trabalho de equipe, envolvendo órgãos legislativos, pesquisadores científicos e um sistema organizacional de cooperativas e extensionistas, na busca da defesa de um interesse comum, pode trazer à tona informações fundamentais para o sucesso de todo o empreendimento. Pessoas comprometidas e um trabalho árduo na implantação do parque citrícola permitiram transpassar barreiras, vislumbrando um horizonte cor de laranja pela qualidade dos frutos que o clima local favorável propicia". Vale a pena ler o artigo completo, clicando no link abaixo
Paraná: uma citricultura de respeito ao solo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Laranja, alimento 100%

Pesquisa revela que a laranja está entre os 15 produtos, de um total de 25.000 pesquisados, que obtiveram nota máxima em qualidade alimentar. Estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, publicado pela Revista Saúde em dezembro de 2008, aponta a laranja como um dos alimentos mais completos em termos de qualidade nutricional. A superioridade da laranja teve força em vários quesitos, entre eles:
- Vitaminas: conta com diversas vitaminas e é uma das maiores fontes de vitamina C, um super antioxidante que reforça as defesas contra doenças causadas por microorganismos e ajuda no combate ao câncer;
- Fibras: o bagaço da laranja é rico em substâncias que, além de ajudar o intestino trabalhar melhor, contribuem para equilibrar os níveis de açúcar no sangue;
- Flavonóides: que enfrentam os radicais livres, aquelas moléculas que oxidam compostos celulares e prejudicam a vida das células do corpo.
Não foram considerados no estudo atributos como sabor e aroma, o que dá a laranja muitas vantagens em relação aos outros alimentos também completos, mas nem sempre apreciados, tais como aspargo, alface, nabo, espinafre, quiabo, brócolis, repolho, além de outros que completam a lista dos 15 mais completos.
Há outros movimentos importantes na busca da melhor qualidade de vida por meio de uma alimentação saudável que podem dar força a laranja. Ao contrário do fast food, onde se pensa pouco na qualidade dos alimentos, o movimento slow food aposta que comer bem é fundamental para se viver bem.

No Brasil, o consumo interno de laranja ainda é muito baixo (cerca de 20% da produção paulista), o restante como sabemos é todo exportado. Uma caixa de laranja de 40,8 kg resulta em 18 litros de suco natural, o que equivale a 60 copos de 300 ml. Se cada brasileiro tomar um copo por semana, seriam consumidas cerca de 200 milhões de caixas, ou seja, quase 60% da produção brasileira, que gira em torno de 350 milhões de caixas por ano. Como se vê, há muito espaço para a fruta que tem um forte apelo em termos de qualidade de vida.

Fonte: Revista Citricultura Atual, n° 68 - Fevereiro 2009.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Diversificação no Noroeste IV - Citricultura

A seguir uma matéria de ontem da Folha de Londrina, mostrando a movimentação do setor, e que nos dá uma idéia do que pode se transformar esse Noroeste em breve. Para ler a íntegra da matéria é só clicar no título abaixo:


Dentro de 30 dias serão colhidos os primeiros frutos dos pés de laranja plantados na Fazenda Urupês, em Cruzeiro do Oeste. O pomar, que começou a ser cultivado há apenas dois anos, conta atualmente com 400 mil árvores e representa o início do projeto "Laranja, uma visão de futuro" - de uma empresa particular da região, cujo objetivo é transformar a região oeste do Paraná em um dos principais polos produtores da fruta no Estado...

Obs: As fotos, de minha autoria, não são da área citada, e sim de outras lavouras de Paranavaí.

terça-feira, 23 de março de 2010

Planta resistente não vende "veneno"

Notícia do suplemento agrícola do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, página 03, do dia 10/03/10, que noticiava a solicitação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira à CTNBio autorização para fazer testes de laranja resisitente ao cancro cítrico, destaca o seguinte comentário, que merece uma boa reflexão sobre os reais interesses das empresas nessa linha de pesquisa que provavelmente vai contra seus objetivos:

"As pesquisas com trangenia em citros no Brasil poderiam estar mais avançadas se a Monsanto, uma das maiores empresas desenvolvedoras da técnica no mundo, não descontinuasse os experimentos realizados na Allelyx, empresa de biotecnologia adquirida do Grupo Votorantin em outubro de 2008. Sem explicar os motivos, a assessoria da Monsanto informou apenas que todo o trabalho de transgenia em citros feitos pela Allelys foi descontinuado. A aquisição ocorreu quando a CTNBio analisava os pedidos da Allelyx para a pesquisa de campo com citros".

Outra questão interessante para pensarmos, é que apesar de surgir novas tecnologias, que teoricamente reduziriam a aplicação de defensivos (RR, Bt), surgem novas doenças ou pragas, que requerem até mais aplicações que antes. Veja os exemplos: ferrugem na soja; doenças no milho que nunca precisou de fungicida. Tudo bem que sempre que se busca melhorar uma questão, perde-se em outras, mas vale a pena refletir melhor sobre essa questão, principalmente nós técnicos, que somos os responsáveis pela transferência de tecnologia ao produtor.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Tendências da Citricultura

Foi realizada ontem, dentro da programação técnica da ExpoParanavaí, uma excelente palestra aos citricultores e técnicos da região. A apresentação feita pelo meu grande colega de turma, pesquisador do IAPAR, PhD em citrus, Dr. Eduardo Fermino Carlos, teve como tema a Citricultura Internacional e as perspectivas para o Paraná, abordando basicamente dois aspectos, um de alerta sobre a grande ameaça atual da cultura, que é a doença conhecida por greening ou HLB (já abordada neste blog alguns dias atrás). Por outro lado, mostrou que por trás da ameaça temos uma grande oportunidade, que é o potencial do Paraná na produção de citrus, mostrando como a nossa região pode se consolidar como um pólo produtor importante, caso venha a fazer a lição de casa, que passa pela criteriosa inspeção dos pomares e erradicação de plantas doentes.

O resumo completo da palestra está no arquivo anexo para download. É só clicar no link ao lado: Palestra - Citricultura Internacional e perspectiva para o Paraná

terça-feira, 9 de março de 2010

Palestras Técnicas na Expo Paranavaí

(clique na imagem para ampliar)
Na próxima semana começa a Expoparanavaí, que tem boas palestras técnicas no estande da Galeria da Citricultura, um espaço criado há seis anos para tratar de assuntos da cadeia produtiva dos citrus, numa iniciativa para lá de inovadora.
Neste ano teremos palestras abordando a importância da cultura da laranja no Noroeste, tendências de mercado, novas tecnologias de pulverização, manejo de plantas daninhas na laranja e mandioca, entre outras, que podem ser visualizadas no folder acima. As palestras são à noite, a partir das 19:30 h, entre os dias 15 e 19 de março. Vale a pena conferir!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Procurada!!!

Vários municípios já aprovaram leis na Câmara para erradicação da planta conhecida por murta (fotos), que hoje é uma grande vilã da citricultura nacional. A planta é a hospedeira preferencial de um pequeno inseto (psilídeo) que é o vetor da doença Hounglongbing (HLB), mais conhecida por "greening", provocada por uma bactéria que instalada na seiva das plantas cítricas leva a sua morte. Para diminuir a população do vetor, a erradicação tem sido recomendada, o grande problema é que em muitos municípios a planta é usada como ornamental nas cidades, contando até com viveiros para sua propagação. 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Revista Técnica Gratuita


Vai mais uma boa dica de assinatura de uma revista gratuita, agora na área de citricultura. Trata-se da Revista Ciência & Prática que é uma publicação do GTACC - Grupo Técnico de Assistência e Consultoria em Citrus, da qual faz parte uma autoridade da área na região, o colega Engenheiro Agrônomo Marco Valério Ribeiro, especialista em citrus de Paranavaí.

Para receber a revista em casa clique no link  CIÊNCIA & PRÁTICA