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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Integração Lavoura Pecuária Floresta

A matéria foi apresentada no programa Globo Rural deste último domingo (clique nos links a seguir para ver: Parte 01 -  Parte 2) e mostra o trabalho do pesquisador João K, da Embrapa, e a Fazenda Santa Brígida, em Goiás, que se transformou em modelo do sistema. Tive o prazer de visitar a área acompanhado do pesquisador há uns 90 dias atrás, poucos dias antes da visita do pessoal da reportagem. Cheguei a postar comentários e fotos da visita (ver postagem de maio/11).


O sistema é realmente fantástico e tem tudo para ser aplicado aqui na região do arenito. O IAPAR possui unidade de pesquisa na região de Umuarama, e tem o Dr. Sérgio Alves que é autoridade no assunto, com experiência na nossa região.

Na última semana conversando com um pecuarista de Paranavaí, ele contou que iniciou há alguns anos o sistema silvo pastoril e citou duas curiosidades que só reforçam as vantagens do sistema: a primeira é que os bois que ficam na área não tem problema de mosca, e a segunda é que a geada não fez nada na área consorciada, enquanto que os pastos vizinhos estão todos secos. Enfim, o produtor está rindo à toa, ainda mais que já começou a cortar os primeiros eucaliptos plantados, e segundo ele está tendo um rendimento líquido de R$ 10.000,00 por hectare, enquanto mantém a mesma quantidade de gado da época de pasto solteiro.

São relatos como este que só reforçam as inúmeras vantagens do sistema. Pena que são poucos os pecuaristas que tem a coragem de iniciar o sistema. Enquanto isto, vamos vendo a decadência de boa parte do arenito, que sofre na mão de alguns gigolôs de terra, se me perdoem o termo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Casos de Sucesso

As amigos que seguem o blog peço desculpa pelo tempo sem postagem. Acabei tirando umas férias do blog até maior que do trabalho, mas agora estamos na ativa novamente.

A notícia abaixo saiu no jornal O Diário de Maringá no mês passado, e mostra como é possível viabilizar negócios rurais em uma área muito pequena. É a história de duas irmãs que moram em uma Vila Rural de Paraíso do Norte, que tive a oportunidade de conhecer pouco dias antes de ser noticiada. Enfim, parabéns ao pessoal da Emater, que tenho certeza, foram apoiadores do projeto desde o início. Aliás, ali o pessoal é muito atuante, não por acaso são meus amigos desde os idos de 1993, quando tive a oportunidade de trabalhar naquele local por algum tempo.

Para ver a notícia, clique no link "A polpa que virou um caso se sucesso"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tese de mestrado

Para quem não sabe, nosso grande amigo Celso Seratto se tornou Mestre em Economia em 2010, e tivemos o prazer de vê-lo defendendo a tese. Segue abaixo o resumo do trabalho e o link para quem quiser ler toda a dissertação, cujo tema foi: "Viabilidade econômica de um projeto de produção de energia elétrica via biomassa florestal: estudo de caso a partir da Usina Santa Terezinha de Paranacity''. É a prova que o eucalipto é realmente multiuso e tem um grande potencial de aproveitamento.

Resumo
À luz da teoria de origem shumpeteriana, este trabalho avalia a viabilidade de um projeto de inovação, do tipo incremental, de processo, no seu sentido para a firma, que foi consolidado em um estudo de caso para a Unidade Termelétrica da Usina Santa Terezinha de Paranacity/PR. O projeto aproveita a capacidade ociosa do sistema termogerador de extração e condensação, no contraturno e na entressafra da cana, visando aumentar a produção de energia elétrica e créditos de carbono, suprindo o déficit do combustível convencional – o bagaço –, com a biomassa florestal – cavacos de Eucalipto –, que seriam cultivados em 5.059,8 ha arrendados. E, prevê usar os equipamentos agrícolas e de transporte disponíveis, além de adquirir os insumos e implementos destinados ao cultivo florestal com financiamento via BNDES e, as máquinas e equipamentos destinados à colheita mecanizada de processamento da biomassa deverão ser adquiridos via operação de leasing. A análise de viabilidade econômica e financeira foi feita com projeção no horizonte de 18 anos, com a técnica do fluxo de caixa descontado, utilizando os critérios da TIR, VPL e payback, à taxa de desconto equivalente a TMA de 13,75% a.a.. A influência dos custos com o transporte e dos demais com a logística, foi testada com o efeito da variação no raio médio das áreas florestais dedicadas. Assim, os resultados com o projeto da inovação incremental indicaram que existe viabilidade econômica se as áreas de cultivo florestal forem localizadas até 117,77 Km da Usina, o que reduziria o payback do design atual do empreendimento de 13,10 para 11,90 anos. Contudo, se o raio médio for de 30 km, o projeto pode proporcionar um payback de 10,49 anos e o VPL de R$ 10.489.586,13. Assim, respeitados os aspectos técnicos, ambientais e político-institucional, concluiu-se que o projeto é viável, podendo provocar inovações ulteriores na economia local, visto que a parcela produzida em 20% das áreas remanescentes, designada ao pagamento pelo arrendamento, aumenta a oferta de madeira de Eucalyptus sp., no raio de ação do projeto. Todavia, foi identificado que o preço competitivo para a Usina adquirir biomassa permite a compra de terceiros até o raio de 22,93 Km, o que, contudo, possibilita construir uma ligação robusta entre as cadeias de agroenergia e de produção florestal, o que respalda a formulação de políticas públicas que estimulem a inclusão de agricultores nesse processo produtivo com vistas ao desenvolvimento regional.

Para baixar o trabalho na íntegra:  clique aqui (Dissertações-2010-21/08/10)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Palestra sobre ILPF

Conforme havia combinado, consegui a palestra sobre Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), ministrada pelo pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, de Goiânia, Dr. João Kluthcouski, mais conhecido por João "K". E olha que fui buscar pessoalmente o arquivo, direto na fonte, visitando inclusive a área base do trabalho apresentado, uma fazenda em Ipameri, no Estado de Goiás.

Para ter acesso à palestra clique no link a seguir: Palestra ILPF na Expoingá 2011 e faça a baixa do arquivo MARINGÁRed3.rar clicando no "Download Now"

Abaixo algumas fotos que tirei no local, por ocasião da visita de ontem:


Esta última foto apresenta o plantio do milho verão consorciado com braquiária brizanta e guandu, com 3 linhas de eucalipto intercalar a cada 30 metros (Sistema Santa Brígida)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alternativas para o arenito


Secretaria da Agricultura discute alternativas de desenvolvimento rural na região do Arenito. A notícia abaixo mostra a movimentação na busca de soluções para essa região do noroeste paranaense, que tem um grande potencial a ser explorado, principalmente na fruticultura.


A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento recebeu, nesta segunda-feira (28), projeto de implantação de um polo produtor de frutas no Noroeste do Estado. A proposta será estudada e poderá integrar os esforços para o desenvolvimento rural da região, com a diversificação de atividades econômicas.

O incentivo ao cultivo de frutas foi discutido entre o secretário Norberto Ortigara e o prefeito de Umuarama, Moacir Silva, que estava acompanhado dos deputados Fernando Scanavaca (estadual) e Osmar Serraglio (federal). Eles levaram ao secretário o projeto Frutis Arenito, desenvolvido em 2006, que prevê a implantação do polo de frutas na região do Arenito Caiuá, tanto para atender o mercado interno como

Segundo Scanavaca, o aeroporto de Maringá reúne condições para ser adaptado à exportação de frutas e se tornar terminal semelhante ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), que atualmente é referência na exportação de frutas do Brasil para os Estados Unidos e Europa. Para o deputado Serraglio, o clima e o solo na área do arenito paranaense propiciam a criação do polo regional produtor e exportador de frutas, a exemplo que já existe em outras regiões do País.

Ortigara afirmou que a proposta vai ao encontro do projeto de governo de estruturar a cadeia produtiva, com o apoio de um complexo industrial para dar mais segurança de investimento aos agricultores. Segundo o secretário, entre as opções viáveis e geradoras de emprego e renda para a região do arenito estão frutas, leite, carne e floresta. “Poderiam ser reduzidas as áreas de pastagens na região, tornando-as mais eficientes e liberando espaço para outras alternativas”, disse.

APOIO – Ortigara adiantou que a disposição do governo é apoiar um grande maciço florestal na região. “Vamos nos concentrar na cadeia produtiva no Noroeste, inclusive com linhas especiais de financiamento do Banco do Brasil para trabalhar de forma organizada e com resultados”, informou.

O secretário pediu a contribuição dos deputados e do prefeito na conscientização dos agricultores e pecuaristas para esses projetos econômicos. Segundo Ortigara, as iniciativas naquela região passam pela recuperação de pastagens que atualmente são degradadas e de baixa produtividade. “Não é mais possível produzir boi e leite com baixa produtividade. As atividades no arenito precisam de mais qualificação”, lembrou.

Já existem estudos para o plantio, em grande escala, de frutas tropicais como abacaxi, acerola, manga e maracujá. Ortigara sugeriu a busca de parcerias com complexos industriais para fortalecer as cadeias produtivas. Segundo o deputado Scanavaca, a cooperativa C.Vale já manifestou interesse em estimular a produção de frutas na região.

Para o prefeito Moacir Silva, de Umuarama, a região do arenito precisa de um projeto de governo para promover o retorno da população ao meio rural. Segundo Silva, a evasão populacional no município foi acima da média do Estado. Enquanto o estado conta com média de 15% da população no meio rural, em Umuarama esse índice é de 6%.
 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Convite para evento

(clique na imagem para ampliar e ver a programação)
Segue convite do Seminário de Diversificação na Agricultura Familiar que será realizado no dia 10/12/2010, sexta-feira, em Pitangueiras, das 8:00 às 17:00 horas. O objetivo do evento é discutir a diversificação na propriedade familiar, como forma de proporcionar alternativas de geração de renda e fortalecer as cadeias produtivas já existentes, em especial a do café, realizando também um trabalho de Integração entre café-seringueira ou outras espécies como palmáceas.
Para quem não conhece Pitangueiras fica a menos de 70 km de Maringá, entre Astorga e Sabáudia, e é conhecida por ter as maiores produtividades de café do Brasil.

domingo, 28 de novembro de 2010

Eucalipto

Para falar a verdade nem sou muito fã do Globo Rural, pois volta e meia aparecem reportagens de atividades milagrosas. Entretanto, procuro assistir pois existem boas reportagens, e uma delas foi exibida hoje, tratando sobre o eucalipto. Seguem os links abaixo para quem quiser conferir!

Primeira parte:


Segunda parte:

terça-feira, 27 de abril de 2010

Diversificação no Noroeste IV - Citricultura

A seguir uma matéria de ontem da Folha de Londrina, mostrando a movimentação do setor, e que nos dá uma idéia do que pode se transformar esse Noroeste em breve. Para ler a íntegra da matéria é só clicar no título abaixo:


Dentro de 30 dias serão colhidos os primeiros frutos dos pés de laranja plantados na Fazenda Urupês, em Cruzeiro do Oeste. O pomar, que começou a ser cultivado há apenas dois anos, conta atualmente com 400 mil árvores e representa o início do projeto "Laranja, uma visão de futuro" - de uma empresa particular da região, cujo objetivo é transformar a região oeste do Paraná em um dos principais polos produtores da fruta no Estado...

Obs: As fotos, de minha autoria, não são da área citada, e sim de outras lavouras de Paranavaí.

sábado, 24 de abril de 2010

Diversificação no Noroeste III

Quatro bons exemplos que vi ontem nas andanças pela região de Paranavaí, em solos do arenito:

Exemplo 1: Área com leguminosa (amendoim) colhido recentemente, onde produtores fazem uma parceria perfeita, em que o proprietário, neste caso, pecuarista, arrenda a área a baixo custo ao produtor do grão, que após a colheita entrega a área em condições extremamente melhores para a renovação da pastagem. O modelo também tem sido utilizado na reforma da cana, onde a leguminosa entra como recuperadora da fertilidade. No caso abaixo, o dono do imóvel também iniciou a integração de pecuária com floresta (sistema silvipastoril), mostrando a visão empreendedora e sistêmica que se tem que dar às propriedades, única forma de viabilizar a atividade agropecuária atualmente. 

clique nas fotos para ampliar

Exemplo 2: Laranja implantada há três anos, com a gramínea Brachiaria ruziziensis na entrelinha. A cultura, embora tenha passado 2009 pelo seu pior ano da última década (97-98 tinha sido a última crise), é uma atividade muito segura e rentável para o arenito, que cai muito bem nas propriedades diversificadas, ou seja, que a tenham como mais uma fonte de renda, não única. Na verdade, a solução é válida para qualquer propriedade do planeta, "trabalhe com mais de uma atividade (também não exagere, mais que três é complicado), dificilmente todas vão passar por situações delicadas ao mesmo tempo".

Exmplo 3: Pastagem fertiirrigada com manipueira de mandioca - resíduo líquido industrial gerado nas fecularias e farinheiras. Observe o contraste com a pastagem convencional após 30 dias sem chuva (amplie a foto à direita: propriedades ao fundo). Em ambas, o primeiro plano é o pasto fertilizado, a tonalidade diferente é apenas pela posição da foto em relação ao sol.

 
Exemplo 4: Sistema agro-silvo-pastoril, em que no primeiro momento se faz o plantio da mandioca concomitante com a implantação do eucalipto. Após a colheita da lavoura, intruduz-se a pastagem, quando o eucalipto está suficientemente desenvolvido para que o gado possa ser colocado na área, sem risco de danos. A equação é simples, a mandioca gera renda inicial que paga o plantio do eucalipto e a introdução do pasto. A silvicultura no curto prazo melhora a produtividade pecuária (quebra ventos, menor perda de água, controle de erosão, sombreamento para o gado, etc) e no longo prazo vai gerar uma renda extra com o corte da madeira.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Diversificação no Noroeste II

Uma das alternativas que tem estado na moda nos últimos 5 anos é o reflorestamento, principalmente de eucalipto. Tenho visto muito plantio por aí, para quem é observador é só olhar na beira da Rodovia do Café, principalmente depois de Mauá da Serra, passando por Ortigueira e por aí vai. De fato, foi plantado muito eucalipto em todo o Estado, e olha que tenho informação que o forte mesmo foi em SC e RS.
Daqui uns anos vamos ver o resultado disso, muitos especialistas dizem deve haver um apagão florestal nos próximos anos, outros que o potencial da madeira é muito grande, inclusive há trabalhos mostrando seu uso na geração de energia elétrica, como fonte alternativa. Enfim, tem muita gente propagando seu plantio, que o tempo dirá se é realmente o negócio da China que um ou outro mais entusiasmado propaga, ou se será um negócio como tantos outros na agricultura, ou seja, com altos e baixos como qualquer atividade.
Em todo caso, a cultura se apresenta com um bom negócio para muitas áreas, principamente para aquelas mais marginais (topografia, preço, etc), especialmente para a reserva legal. No Noroeste, em áreas de arenito, cai bem tanto solteira quanto em sistemas de integração com a agricultura ou pecuária.
Temos participado de muitas palestras sobre o setor madeireiro, e além disso tenho um companheiro de trabalho que é exímio escritor, que anota tudo, e faz questão de dividir com os colegas que não puderam participar. Aproveitando essa situação, estou colocando no blog alguns arquivos com as anotações do Orlando. São várias palestras tratando do assunto em diferentes épocas e enfoques. Para quem se interessar no assunto, vale a pena investir um pouco do tempo, baixar os arquivos e ler com calma, pois tem muitas informações importantes e valiosas. Além dos links abaixo, estou criando um espaço fixo no blog (embaixo à direita) onde pretendo postar, além destas, outras palestras que julgar de interesse dos usuários.
Foto de plantio de eucalipto clonal - a diferença entre o normal e o clonal seria como o antigo plantio na matraca e o atual plantio direto na palha. Só vendo!!!

Mercado Carbono e Reflorestamento
Eucalipto
Eucalipto II
Madeira no Paraná
Workshop Madeireiro - Maringá
Protocolo de Kyoto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Diversificação no Noroeste

Sempre que posso procuro visitar produtores que estejam fazendo algo diferente, buscando alternativas para viabilização da atividade agrícola. Claro que nem tudo que alguns produtores estejam fazendo serve para todos, mas quero mostrar que existem alternativas para essa nossa porção do Estado, principalmente para o arenito, que ainda não definiu sua verdadeira vocação, embora já tenhamos alguns bons exemplos de sucesso. A seguir fotos de uma visita recente a um produtor que vem cultivando amendoim e obtendo produtividades superiores a 3.500 kg/ha. O resultado comparado à soja, que tem ciclo parecido e no arenito já mostrou ser de alto risco, é rentabilidade duas vezes superior com risco menor.
A lavoura em questão, 200 ha na fase de colheita, tem potencial produtivo de 4.000 kg/ha.
A cultura conta com zoneamento agrícola para o Estado do Paraná (ver Portaria).