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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Previsão climática

Recebi do colega Adalberto Scanferla esse material que disponibilizo no blog: Meteorologia especial com previsões para o primeiro trimestre de 2011 e os efeitos do La Niña no sul do país. A previsão é que a partir de março seja muito seco por aqui. Tomara que não! Vejam os vídeos.

Se quiser ver a previsão para todo o país, acesse diretamente no link a seguir: Notícias Agrícolas - Programa Mercado e Cia.



domingo, 17 de outubro de 2010

Meteorologia

Confira a previsão do tempo para todo o Brasil, com análise de Desirée Brandt da Somar Meteorologia. Recebi a dica do colega agrônomo Adalberto Scanferla, e coloco à disposição para todos. Para ver a previsão para todo o país acesse o link a seguir (noticias agricolas), já para informações da nossa região (Sul do Brasil) veja o vídeo, que aponta para ocorrência do fenômeno La Niña com forte intensidade sobre o Pacífico. Este resfriamento do Oceano deverá alterar o comportamento da safra no Brasil, principalmente com diminuição das chuvas nos Estados do Sul.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Monitoramento Diário

Acho que agora a chuva vem, vamos esperar que está prevista para o próximo fim de semana. Talvez não seja suficiente para repor o déficit hídrico, que na região já é de mais de 50 mm, mas muda o cenário de seca e abre a porta para entrada de novas frentes.
No site do IAPAR é possível ter todas as informações climáticas, com monitoramento diário da precipitação, temperatura máxima, média e mínima, água disponível no solo, evapotranspiração, dias sem chuva e deficiência hídrica em todo o Paraná, apresentado sob fácil visualização como o mapa acima. São informações preciosas para quem trabalha com a agricultura. Acesse o site e veja mais detalhes, vale a pena.  

domingo, 11 de julho de 2010

La Niña II

O Fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: Primeiro atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Enquanto para as lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada. O retorno das chuvas este ano deve ocorrer somente no final de outubro e no decorrer de novembro, mesmo assim de forma muito irregular, o que deve implicar no atraso do plantio para as lavouras de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins. Durante o verão as chuvas nesses estados devem apresentar um comportamento médio, com o risco das chuvas se prolongarem até abril e meados de maio. Já as lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também de Mato Grosso do Sul não devem enfrentar grandes problemas na fase de plantio entre outubro e novembro, porém devem considerar o risco de estiagem durante os meses de verão. Inclusive, a continuidade do La Niña remete para um outono também com chuvas abaixo da média.

Portanto, para nossa região, que tem a cultura da soja como carro chefe, temos algumas preocupações para a próxima safra. O importante é que hoje em dia, com o nível de informação, as previsões climáticas são bem antecipadas, de forma que podemos nos valer de técnicas para diminuir as perdas em eventuais eventos. Lógico, que a dificuldade é que as previsões não são perfeitas e nem detalham o período que vai ocorrer o problema, mas mesmo assim, sabendo de sua probabilidade, podemos nos preparar para minimizá-lo. No caso da soja, podemos citar: plantio escalonado, utilização de variedades de ciclo médio, maior racionalização do uso de fertilizantes, entre outras.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

La Niña

Segundo os meteorologistas, depois de um período de aproximadamente 01 (um) ano com águas aquecidas (El Niño), desde junho se observa um processo de resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial, indicando o retorno do fenômeno La Niña e alterações no clima já na próxima Primavera. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial deve aumentar gradualmente no decorrer deste inverno, com o La Niña totalmente configurado durante a Primavera e permanecendo durante o verão 2011. A previsão é de um episódio de intensidade moderada a forte e deve durar pelo menos até o outono de 2011. Lembrando ainda que o último La Niña ocorreu no Verão 2007/2008. Porém, dadas as características como intensidade, rapidez na formação e provavelmente duração, o episódio deste ano está muito semelhante com o observado no segundo semestre de 1998 e verão 1999.
Tomara que estejam errados, visto que naquela safra houve grandes prejuízos para a agricultura!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Clima - Esperamos que as previsões sejam diferentes!

Notícia de hoje do Estadão e Gazeta do Povo
El Niño acaba, e América do Sul agora teme La Niña
Os efeitos do El Niño estão desaparecendo, mas nos próximos meses as lavouras sul-americanas podem ser prejudicadas por outro fenômeno climático, o La Niña —enquanto aquele aquece as águas do oceano Pacífico, este as resfria e provoca secas.
Dependendo de como o La Niña ocorre, as safras de café no Brasil, de trigo na Argentina e até de cana no Peru podem ser menores, afetando os preços locais e globais.
É comum que o La Niña suceda ao El Niño, situação em que as águas na faixa equatorial do Pacífico se aquecem acima do normal, empurrando massas de ar quente contra a costa oeste da América do Sul. O El Niño habitualmente aumenta as chuvas, com possibilidades de tormentas.
Os meteorologistas dizem o atual El Niño está terminando.
"Eu e muitos cientistas esperamos que o atual El Niño deixe o cenário em breve", disse Bill Patzert, oceanógrafo do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia.
"O que vem em seguida não está claro, e uma volta à irmã gêmea do El Niño, La Niña, certamente é uma possibilidade...", acrescentou.
Os padrões climáticos dos próximos dois meses dirão se haverá ou não La Niña, segundo especialistas.
Peru, Equador, Chile, Argentina e a parte sul do Brasil registram climas mais secos em anos de La Niña.
"Para muitas regiões norte e sul-americanas, o La Niña costuma ser chamado de ""diva da seca,"", disse Patzert.
Na Argentina, depois das bem-vindas chuvas do final de 2009, a previsão é de que a safra de soja chegue ao recorde de 54,8 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. Agora, a La Niña seria uma ameaça.
No caso do trigo, plantado em maio e junho, a seca poderia prejudicar o crucial período do florescimento, em setembro e outubro. A Argentina é um dos cinco maiores exportadores mundiais de trigo.
No Brasil, maior produtor mundial de café, açúcar e suco de laranja, e segundo maior de soja, o La Niña também pode ter um impacto adverso.
"O fenômeno La Niña traz riscos que podem influenciar os preços do café e de outros produtos", disse Álvaro Camargo, da Link Investimentos, de São Paulo.
O La Niña também está relacionado ao risco de geadas que podem danificar os cafezais.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tendências climáticas II

Os próximos meses não devem apresentar períodos de estiagem significativos, que possam comprometer o desenvolvimento das lavouras, mas pelo jeito o "El Nino" está enfraquecendo e podemos partir para período de neutralidade climática, conforme mostra a reportagem abaixo. Assim, produtores e técnicos, de posse dessas informações valiosas, podem planejar melhor a próxima safra. Sabemos que não podemos acabar com o risco da agricultura, porém podemos minimizá-los, trabalhando com variedades, épocas de plantio, etc, mais adaptadas às condições que estão sendo previstas.

Matéria do site Agrolink, de 01/04/10
O fenômeno climático “El Niño” influenciou as condições climáticas nos últimos meses e foi o responsável pelo clima favorável ao longo desta última safra de verão, principalmente no Centro-sul do Brasil. A avaliação é do meteorologista Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo ele, o “El Niño” contribuiu para que as precipitações tivessem uma distribuição mais regular e abundante, favorecendo também a ocorrência de temperaturas acima da média, no decorrer dos últimos meses, colaborando assim, para o sucesso da produtividade agrícola.

“As águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial continuam acima da média, porém, a partir de fevereiro, as temperaturas superficiais destas águas vem diminuindo gradativamente. Os prognósticos climáticos, apontam para um declínio do El Niño nos próximos meses, com tendência de uma neutralidade climática já em meados deste ano”, explica Lazinski.

Com a diminuição do El Niño, frisa o meteorologista, as precipitações devem ficar levemente abaixo da média para os próximos meses, mas com uma distribuição mais irregular. “Contudo, não devem apresentar períodos de estiagem significativos, que possam comprometer o desenvolvimento das lavouras”, esclarece.

Já no segundo semestre deste ano, com a volta de uma neutralidade climática, e os modelos climáticos de longo prazo, sinalizando com a possível volta de uma La Niña, mais para o final do ano, a tendência é de que a partir de junho as precipitações se tornem irregulares, intercalando períodos de muita chuva, com períodos maiores de pouca ou nenhuma precipitação, com possibilidade de períodos de estiagem mais prolongados.

Lazinski explica que as temperaturas que ficaram acima da média, neste verão, voltaram aos padrões normais ao longo de março. “As primeiras ondas de frio mais intensas devem chegar ao Sul do Brasil a partir de abril, e os meses de abril e maio devem apresentar temperaturas abaixo da média para a época do ano”, frisa o meteorologista. Ele explica que este ano o frio chega mais cedo ao Centro-sul do Brasil. “Com a tendência de uma neutralidade climática, ou mesmo a volta de uma La Niña para o segundo semestre, devemos observar neste inverno, períodos mais frios intercalando com alguns períodos mais quentes, em anos como este os extremos de temperatura se acentuam, tanto nas máximas como nas mínimas, com possibilidade de ocorrência de geadas tardias”, completa.

Confira aqui as tendências climáticas para a safra de inverno e a previsão para próxima safra de verão, em entrevista com Luiz Renato Lazinski. Não deixe de assistir!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chuva importante

Segundo o SIMEPAR, neste final de semana choveu em praticamente todo o Estado, e embora por aqui, no Noroeste, tenha havido uma precipitação menor que no Norte e no Oeste, a chuva foi muito bem vinda e vai salvar muito milho safrinha que ainda estava debaixo da terra, além claro de dar uma força aqueles já emergidos e em desenvolvimento.

Como o prazo de plantio do milho já se expirou no dia 10, agora é preparar para outras atividades, seja o trigo ou o cultivo de algum adubo verde (aveia, braquiária, nabo forrageiro, tremoço, etc), visando a melhoria do solo para o verão, que é a safra principal, e aquela que o produtor tem que planejar melhor, afinal como o próprio nome diz, essa é só a safrinha, embora muitos produtores tenham apostado todas as fichas nela em detrimento da principal.

Abaixo o mapa com a precipitação acumulada no domingo.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tendência de clima

O colega Orlando, Eng. Agrônomo do BB, participou de um Dia de Campo na semana passada onde foi abordada a questão de tendência do clima para os próximos meses. Atualmente existem muitos sites que disponibilizam informações importantes que podem ser valiosas para tomada de decisão, sejam aquelas de previsão climáticas de curto prazo para decisões imediatas quanto a plantio, aplicação de defensivos, etc, quanto aquelas de tendências para os próximos meses, importantes para decisões mais macros, como qual cultura implantar, plantios antecipados ou mais tardios, variedades precoces ou médias, entre outras.
O site indicado é o do Café Point, que além de outras informações relevantes da cadeia produtiva do café, traz um link sobre clima.
A tabela que coloco abaixo é a tendência climática para os próximos 6 meses para a nossa região de Maringá, mais especificamente o município de Mandaguari, e  mostra que devemos continuar com chuvas acima da média, principalmente em  maio e julho. Bom para o milho safrinha e trigo, porém preocupante para os cafeicultores, que estarão em período de plena colheita. Fica a dica e o link para o acesso direto às previsões, clicando aqui.


OBS: ao que parece as informações disponibilizadas neste site são da Somar Meteorologia.