quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governo retira inseticida do mercado

Como sempre, somos os últimos a retirar de circulação agrotóxicos que são proibidos muito antes em outros países. Dessa forma, continuam lucrando em cima do terceiro mundo à custa da saúde de agricultores e consumidores. Vejam a notícia abaixo:

"O metamidofós, princípio ativo de alguns inseticidas utilizados nas culturas de cana-de-açúcar, soja e algodão, não poderá mais ser utilizado no Brasil a partir de 2012. A decisão pelo banimento do produto contou com parecer conjunto do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A proibição foi publicada ontem no Diário Oficial e, entre outros motivos, levou em consideração o fato de o metamidofós já ter sido proibido em outros países pelo seu elevado grau de toxicidade. O produto pode provocar danos nos sistemas endócrino e reprodutor humano e no desenvolvimento de feto.

A retirada do produto do mercado, no entanto, será programada. As empresas que ainda importam o princípio ativo e fazem a formulação poderão manter a produção até 19 de novembro deste ano. Já a comercialização poderá ser feita no Brasil até 31 de dezembro de 2011, para finalmente em 30 de junho
de 2012 o uso do metamidofós ser totalmente proibido.

Conforme dados do Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura, cinco empresas têm registro para formulação de produtos à base do metamidofós - Milênia, Fersol, Sipcam, Nufarm e Bayer. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), estudos ainda estão sendo realizados para avaliar o impacto que a retirada do produto causará no mercado."

Fonte: Valor Econômico - 18/01/11

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Previsão climática

Recebi do colega Adalberto Scanferla esse material que disponibilizo no blog: Meteorologia especial com previsões para o primeiro trimestre de 2011 e os efeitos do La Niña no sul do país. A previsão é que a partir de março seja muito seco por aqui. Tomara que não! Vejam os vídeos.

Se quiser ver a previsão para todo o país, acesse diretamente no link a seguir: Notícias Agrícolas - Programa Mercado e Cia.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Bom Ano Novo

Que Deus ilumine a todos neste Natal e que tenhamos um 2011 repleto de paz, saúde, alegria e ESPERANÇA de um mundo melhor!
Estou de férias, por isso dando um tempo nas postagens, mas volto em breve.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manual Receituário Agronômico


Recebi do colega Luciano, da Unicampo, também inspetor do Crea, cópia do Manual de Orientação sobre Receituário Agronômico, e disponibilizo aos colegas para baixa. É só clicar na imagem para fazer o download.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Convite para evento

(clique na imagem para ampliar e ver a programação)
Segue convite do Seminário de Diversificação na Agricultura Familiar que será realizado no dia 10/12/2010, sexta-feira, em Pitangueiras, das 8:00 às 17:00 horas. O objetivo do evento é discutir a diversificação na propriedade familiar, como forma de proporcionar alternativas de geração de renda e fortalecer as cadeias produtivas já existentes, em especial a do café, realizando também um trabalho de Integração entre café-seringueira ou outras espécies como palmáceas.
Para quem não conhece Pitangueiras fica a menos de 70 km de Maringá, entre Astorga e Sabáudia, e é conhecida por ter as maiores produtividades de café do Brasil.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Agrotóxicos

O Crea e a Secretaria de Agricultura lançaram uma cartilha para orientar os produtores rurais sobre o uso correto dos agrotóxicos. A campanha visa evitar abusos que possam prejudicar os alimentos, o solo, ou ainda a saúde dos trabalhadores.

A Cartilha distribui dicas e regras para uso de agrotóxicos. A preocupação é com a proteção dos trabalhadores e do solo. Veja reportagem da RPC, abordando a questão, clicando no link abaixo:

http://www.rpctv.com.br/bom-dia-parana/2010/12/cartilha-distribui-dicas-e-regras-para-uso-de-agrotoxicos/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cama de frango

Foto: Boletim FAEP 1121 (dez/10)

Somente no Paraná, responsável por 26% da produção nacional de frango, são abatidos mais de 1,3 bilhão de cabeças por ano. No Estado existem cerca de 14 mil estabelecimentos avícolas, a maioria de pequenos e médios produtores, concentrados principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste. O último Boletim da FAEP trata do assunto, sob a ótica do volume de cama produzido, mostrando que esse subproduto pode ser um grande negócio para os produtores. Se cada ave produz em torno de 1,2 kg de cama, imagina a quantidade de esterco disponível.
Para quem não se deu conta ainda, basta fazer os cálculos, tomando como base a composição média do material, para se chegar a conclusão do quanto o produto é mais barato que o adubo mineral. Lógico que não se fala em trocar o fertilizante químico, mas pode-se muito bem substituí-lo parcialmente e fazer um boa economia. Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, uma cama reutilizada por seis lotes, por exemplo, pode ter em sua composição: 3,5% de nitrogênio, 3,8% de fósforo e 3% de potássio, além de outros macro e micronutrientes como cálcio, magnésio, ferro e enxofre.
Uma conta simples, baseada em cálculo semelhante feito por engenheiro agrônomo do SENAR: uma tonelada de cama de frango possuiria 35 kg de N, 38 kg de P2O5 e 30 kg de K2O, o que demandaria em termos de adubo químico, por exemplo, 78 kg de uréia, 200 kg de superfosfato simples e 50 kg de cloreto de potássio. Em termos de valores, essa quantidade de fertilizantes custa hoje mais de R$ 300,00, o que indica uma economia tremenda caso se utilize a cama, que hoje na região pode ser encontrada por até R$ 70,00 por tonelada.
Particularmente venho defendendo esse material há muito tempo, porém com bases técnicas. Ou seja, após consulta ao profissional da área agronômica, pois há outros aspectos a serem considerados, não apenas essa questão química, mas também as físicas e biológicas, que por sinal também são bem favoráveis.