segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paraná quer prorrogar o plantio de milho safrinha

A informação abaixo, de hoje, é de uma demanda da Ocepar e da Faep. Vamos aguardar os desdobramentos. Não vi o teor do documento e do pedido. Só espero que tenham cuidado com a demanda, principalmente para a região norte/noroeste do Estado, onde em muitos locais o plantio já é até 20 de março em muitos municípios, prazo já no limite dos bons resultados. Lembro bem do ano de 2000, se não estiver enganado, quanto a Cosesp autorizou o plantio até 30 de março, e muita gente sofreu com a frustração generalizada que houve, tudo por acreditar no prazo político ao invés de seguir o consenso técnico.
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fonte: SEAB (http://www.seab.pr.gov.br/)

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento pediu nesta segunda-feira (14) ao Ministério da Agricultura a prorrogação do plantio de milho safrinha no Paraná por mais 20 dias. O pedido deve-se ao excesso de chuvas na região de produção de grãos, que está atrasando a colheita da soja. E o milho safrinha só pode ser plantado após a colheita da soja, já que no Paraná há uma sucessão bem definida de plantio durante o ano todo.

São vários os prazos de encerramento do milho safrinha no Estado, dependendo da região e do clima. O período mais comum, indicado para regiões com clima mais quente e por isso propício ao plantio, vai até 20 de março. Mas a partir deste domingo (20) começa a expirar o prazo em muitos municípios atingidos pela portaria do zoneamento agrícola fixado pelo ministério com base em informações da pesquisa agrícola.

O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, disse que a prorrogação é fundamental tendo em vista o impacto que uma redução na produção do milho safrinha no Paraná pode provocar no abastecimento nacional.

Conforme documento enviado a Brasília, o milho da segunda safra plantado no Paraná influencia o abastecimento do grão no mercado interno e, consequentemente, o equilíbrio nas cotações dos principais produtos consumidos pelos brasileiros, como carnes, leite e derivados. Isso porque nos últimos cinco anos o produtor paranaense praticamente transferiu o maior volume de plantio de milho para o período da safrinha, apesar do risco da cultura.

De acordo com o acompanhamento de plantio e colheita do Departamento de Economia Rural (Deral), apenas 1% da soja foi colhida até agora, enquanto o normal seria pelo menos 3% da safra. De acordo com a técnica Margorete Demarchi, os produtores precisam da prorrogação para não perderem o acesso ao crédito rural e ao seguro (Proagro).

Demarchi explica que não só as chuvas foram determinantes para o atraso na colheita da soja. Houve também um retardamento no plantio da soja no verão, o que obriga a cultura a ficar mais tempo no campo. Os meses de agosto e setembro do ano passado, período que antecedeu o plantio, tiveram regimes de chuva abaixo da média e dessa forma os solos não mantiveram umidade na capacidade de campo necessário o início dos plantios nos primeiros dias de outubro, dentro do zoneamento agrícola.

Como o milho safrinha é uma cultura de verão, plantada pouco antes do inverno, tradicionalmente enfrenta desafios durante o seu período de desenvolvimento, como estiagem seguida de geadas. Os produtores paranaenses vêm driblando esses fenômenos climáticos com a ajuda de tecnologia.

Segundo o Deral, no Paraná há uma previsão de plantio de 1,5 milhão de hectares de milho da segunda safra para este ano, com expectativa de produção de 6,6 milhões de toneladas, o que corresponde a aproximadamente 30% da produção nacional de milho da segunda safra. Há cinco anos, essa lavoura vêm ganhando importância na relação oferta e demanda de milho no cenário nacional.

Para se ter uma ideia, lembra Margorete Demarchi, na safra 2005/06 a produção brasileira do milho safrinha era de 10,7 milhões de toneladas, correspondendo a 27% da demanda nacional. Conforme a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), para 2011 está prevista uma produção de 21,6 milhões de toneladas de milho safrinha no País, que responde por 46% do consumo nacional.

Segundo o Deral, a manutenção e expansão de áreas de plantios do milho safrinha torna-se ainda mais relevante frente à redução na relação estoque e consumo de milho prevista para este ano, o que pode comprometer o abastecimento nacional.

A solicitação para prorrogação do plantio foi enviada com o aval da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

IAPAR no show rural

Terraceamento, uso de dejetos da criação de suínos e aves, adubação verde e equipamentos para plantio direto são destaques

“Daremos ênfase às tecnologias conservacionistas, o visitante vai sair convencido que é possível conciliar alto nível de produtividade com respeito ao solo e ao meio ambiente”, resume o agrônomo Adelar Motter, coordenador das unidades demonstrativas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) no Show Rural Coopavel, evento que acontece em Cascavel, de 7 a 11 de fevereiro.

O destaque deste ano é a unidade de terraceamento em plantio direto. Muitos produtores estão desmanchando essa proteção contra as enxurradas; o problema é que, isoladamente, a palhada não é suficiente para evitar o escorrimento de água, e já se vê muita propriedade com sulcos de erosão, mesmo em solos com cobertura de palha. O Iapar apresenta recomendações sobre espaçamento e as melhores alternativas para construção e manutenção de terraços em nível para proteger o terreno contra a erosão superficial.

Mas não é só com palha e terraço que se mantém o solo protegido. As plantas para cobertura e adubação verde, integrando sistemas de rotação de culturas, são opções igualmente recomendadas pelos pesquisadores. Os benefícios do uso de crotalária, mucuna, linhaça, guandu e dezenas de outras plantas poderão ser conferidos no Show Rural.

De acordo com o pesquisador Ademir Calegari, a utilização dessas plantas beneficia todos os atributos (químicos, físicos e biológicos) do solo; contribui para um maior equilíbrio ambiental e ainda facilita o aumento da biodiversidade – o que estimula a presença de inimigos naturais e, consequentemente, pode diminuir a infestação de pragas, doenças e nematóides nas lavouras comerciais cultivadas em seqüência. E, ao contrário do que muito produtor pensa, “o uso dessas plantas pode ser rentável”, finaliza o pesquisador.

Outra técnica que contribui para a rentabilidade do produtor e protege o ambiente é usar nas lavouras os resíduos da criação de suínos e aves. De acordo com a pesquisadora Graziela Barbosa, a adubação com esses dejetos, aliada ao plantio direto, pode ser uma alternativa para a redução de custos com adubação mineral, e ainda melhorar o controle da erosão porque "a adição de matéria orgânica no solo amplia a capacidade de retenção e infiltração de água no solo e, consequentemente diminui o escorrimento na superfície", explica.

Mas Graziela alerta que o produtor não pode jogar esses dejetos à vontade. “Trata-se de um resíduo altamente poluente, é preciso aplicar com cuidado para não contaminar o solo e os rios”, explica ela. Por isso, as equipes do Iapar vêm há alguns anos estudando a dosagem adequada desses dejetos para cada tipo de solo, de modo a reduzir o uso de adubo mineral e dar um fim nos dejetos de modo seguro ao meio ambiente. Já foi possível obter resultados promissores, que podem ser conferidos no Show Rural.

Agricultura familiar – Desde a década de 70, os pesquisadores do Iapar vêm desenvolvendo e adaptando equipamentos para plantio direto na pequena propriedade. No Show Rural, os pesquisadores apresentam alguns implementos desenvolvidos em duas linhas de trabalho: para produtores que somente dispõem de tração animal e para os agricultores que utilizam tratores de baixa potência.

As informações são da assessoria de imprensa do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Debate Código Florestal

Debate sobre o Código Florestal: André Lima, do IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e o Deputado Aldo Rebelo, autor da proposta de alteração da legislação, discutem o assunto no Programa Mercado, Art e Cia.  Vale a pena conferir!


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Essa é a agricultura brasileira!

Vale a pena ver esse vídeo. Uma animação muito bem bolada que mostra como a agricultura brasileira deu um salto de qualidade e hoje é o que é. Um orgulho para nós que somos da área.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grãos: apesar da pressão de boas safras, cenário para 2010/2011 é altista

Início de colheita no Paraná e conclusão do plantio na Argentina aliviam sintomas de quebra na América do Sul, mas tendência para 2011 segue altista.
Fevereiro começa em clima mais tranquilo que o previsto para a safra de grãos na América do Sul. O rendimento dos talhões já colhidos no Paraná e em Mato Grosso e a conclusão do plantio na Argentina amenizaram o diagnóstico crítico para a produção de soja e milho no continente, fortemente ameaçado pelo fenômeno La Niña neste ano. Por outro lado, a tendência de expressivo aumento do consumo, alavancado pelo lado asiático do globo, e de aperto nos estoques norte-americanos, mantém o alerta para o quadro de oferta e demanda em 2011.
No Brasil, a maior parte da área plantada está na fase final de desenvolvimento. A cada dia, uma parcela das lavouras escapa do risco climático, com o lento avanço da colheita. Depois de Mato Grosso, maior produtor nacional, foi a vez de o Paraná entrar com máquinas nas lavouras na última semana.
“Em termos de clima, a safra está salva no estado. Os atuais níveis de reserva de água no solo permitem até 15 sem chuvas”, diz Luiz Renato Lazinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Mas, em regiões onde o plantio foi finalizado mais tarde, como nos Campos Gerais, é necessária umidade até o final deste mês.
De todo modo, a condição das áreas paranaenses é boa, conforme a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os primeiros números da colheita já fazem o mercado revisar para cima as estimativas de produção do estado, ante as projeções de recuo de ao menos 3% na produtividade.
Robson Mafioletti, analista da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), acredita que o Paraná tem condições de alcançar os 14 milhões de toneladas de soja nesta safra, “se tivermos a mesma produtividade de 2009/10”. Ano passado, o estado colheu 13,9 milhões de toneladas, conforme a Expedição Safra Gazeta do Povo. Para o Brasil, o quadro também é animador. “Se não chegarmos aos 70 milhões de toneladas de soja, ficaremos muito próximos disso”, estima. Segundo Mafioletti, três de cada quatro anos de La Niña têm quebra na produtividade.
Considerando também o milho, que teve redução de área, o Paraná tende a registrar queda no volume da colheita, que ano passado chegou a 20,6 milhões de toneladas, de acordo com a Expedição Safra. A justificativa está no rendimento da soja, que é a metade do volume de milho por hectare. Assim, a produção pode ficar abaixo de 20 milhões de toneladas mesmo sem quebra.
Com cotações animadoras, o ganho em renda é dado como certo. “Quem vai vender na colheita deve lucrar de R$ 5 a R$ 6 por saca de soja a mais do que no ano passado”, calcula Mafioletti.
No cenário internacional, a tendência é altista, pelo menos neste primeiro semestre, quando o mercado deve incentivar o plantio nos Estados Unidos, preveem analistas. O aperto nos estoques dos EUA de soja e milho e a perspectiva de crescimento das importações chinesas também alimentam esperanças de bons preços para os grãos.
Já no segundo semestre, se confirmada uma boa safra nos Estados Unidos, o mercado pode ficar enfraquecido, alerta Ricardo Lorenzent, consultor da XP Investimentos. “A recuperação do dóllar índex e um possível comportamento de aversão a risco por conta de aumento de juros nos Estados Unidos também podem ser fatores baixistas”, complementa.
Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Citrus: diminui a incidência de greening em São Paulo

Notícia desta semana, fonte Agrolink.
"O número, referente ao segundo semestre de 2010, é reflexo da diminuição da doença por planta inspecionada. O dado é animador. Os relatórios apresentados neste mês pelos citricultores paulistas, referentes às inspeções e eliminações de plantas com greening no segundo semestre do ano passado, apontam uma redução de 50% no número de plantas eliminadas, totalizando 1,6 milhão de árvores comparados aos 3,1 milhões do primeiro semestre de 2010.
O número é reflexo da diminuição na incidência da doença por planta inspecionada, que caiu de 0,65% para 0,36%, e também na presença do greening por talhão, que reduziu de 42% para 35%.
Os relatórios foram entregues pelo citricultor até o dia 17 de janeiro, à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os técnicos da CDA atribuem os resultados positivos a uma maior conscientização do produtor e à adoção de boas práticas no controle da doença. A boa remuneração do setor também reflete nos seus melhores cuidados com o pomar.
Semestralmente, o citricultor deve entregar os relatórios de inspeção e eliminação de plantas realizadas em sua propriedade a cada três meses, como previsto pela Instrução Normativa nº 53 do Ministério da Agricultura. Num esforço do Governo do Estado para agilizar os processos, o procedimento é todo feito pela internet, no site www.cda.sp.gov.br. Após o preenchimento do relatório, o produtor já recebe o protocolo de entrega, que deve ser impresso e guardado para eventuais comprovações em auditorias a serem realizadas pela CDA, não sendo mais necessário entregá-lo na unidade da Defesa da sua região.
A adesão do produtor também continua em alta, acima dos 90%. Até 17 de janeiro, foram entregues 18.115 relatórios, de um total de 19,5 mil citricultores. Foram inspecionadas 235 milhões de árvores nos dois últimos trimestres de 2010. Aqueles que não entregaram seus relatórios deverão ser checados pela CDA se saíram da atividade ou, em caso negativo, terão de prestar esclarecimentos ao órgão.
Seguro de citros - O projeto pioneiro no País, de seguro sanitário de citros para greening e cancro, lançado no ano passado, está à disposição do produtor. Ele pode preencher essa opção no ato do envio do relatório. Todos os citricultores com até 20 mil plantas estão aptos a receber o seguro em caso de eliminação de árvores por essas duas doenças. Para receber a indenização é simples: ele deve acessar na mesma página CDA( www.cda.sp.gov.br), no canto direito um banner "reclame aqui as suas plantas a serem erradicadas", informar talhão, rua e posição da planta, banco, agência e conta corrente.
Na sequência, enviar uma cópia de um destes três documentos: carteira de habilitação, CPF ou RG e cópia do comprovante de endereço para o e-mail sinistro@relatoriogreening.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ; via fax - 11 3816-6688; ou correio - avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.993, 8º andar, conjunto 81, CEP 01452-001, São Paulo - SP.
Após o procedimento, o produtor recebe visita de um engenheiro agrônomo para a confirmação das plantas eliminadas. As indenizações são depositadas diretamente na conta corrente informada, em um prazo de até 30 dias. As indenizações são de até R$ 4,00 por pé erradicado com greening, sendo permitido até 3% do total de pés da propriedade. Para o cancro cítrico, até R$ 19,00 por árvore retirada, admitindo até 25% do total de árvores do pomar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ataque da China

Vejam a notícia de ontem. Os chineses estão atacando, estão comprando terras no Brasil e também empresas. Os americanos devem estar com as barbas de molho com o crescimento da China. Espero que o Brasil, que faz parte desse grupo de países com grande potencial de crescimento, aproveite o momento. Mas já estamos ficando para trás, afinal a Milênia, que já foi genuinamente nacional (ex-Herbitécnica Londrina PR + ex-Defensa Taquari RS), agora tem controle asiático.

"A Milenia Agrociência foi vendida pela acionista majoritária Makhteshim Agan Industries LTD. O acordo foi fechado na semana passada com a China National Chemical Corporations (ChemChina). A estatal chinesa teria pago pouco mais de R$ 350 milhões para ter o controle de 60% da Koor Industries LTD, como é chamada a Milênia Agrociência no exterior.
As empresas estavam em negociação desde outubro. Inicialmente, a ChemChina queria adquirir 70% da Milenia. A intenção da estatal chinesa era ampliar as ações no setor químico e agroquímico.
Durante as negociações, a Milenia Agrociência passou por reestruturação. Em Londrina houve corte de pessoal com a demissão de 150 operários. O mesmo vai acontecer no pólo industrial de Taquari, no Rio Grande do Sul. As dispensas começam em fevereiro.
A confirmação da negociação envolvendo a Makhteshim Agan e ChemChina será analisada pela Justiça de Israel"