quinta-feira, 10 de março de 2011

Soja: Opção pela convencional

A soja convencional, considerada mais saudável ao consumo humano, volta a despertar o interesse dos produtores de MT. A notícia abaixo que tirei do site Agrolink destaca que o Mato Grosso ainda é um dos poucos Estados que tem grande área de plantio de soja convencional. No Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, mais de 90% das áreas são de sementes transgênicas.
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Vedete das últimas safras, os transgênicos ou OGMS (Organismos Geneticamente Modificados) continuam expandindo sua área em Mato Grosso. Hoje, a soja transgênica já responde por cerca de 60% de toda a área destinada ao plantio da oleaginosa. Mas, em um ritmo mais veloz do que muitos podem imaginar, a soja convencional – produzida sem a tecnologia roundup ready e considerada mais saudável ao consumo humano – volta a despertar o interesse e a preferência dos produtores mato-grossenses. Motivos para isso não faltam: o custo de produção é praticamente o mesmo e a produtividade é semelhante. No caso das OGMs, a grande vantagem está na facilidade do manejo da lavoura, que dispensa a aplicação de herbicidas para eliminar ervas daninhas. Para a não transgênica ou convencional, a atração está no interesse cada vez maior de europeus, chineses e coreanos pela soja com “menos veneno”, bem como o melhor preço pago ao produtor. Aliada a estas vantagens está a facilidade de escoamento via portos de Itacoatiara (AM) e Santarém (PA), que demandam apenas o transporte de não transgênicos.
Para ler todo o texto, clique aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Citricultura V - Palestra Mercado global de suco de laranja

Ainda na Expoparanavaí, ao final do dia destinado a palestras técnicas, tivemos uma palestra com o Presidente da CitrusBR, uma associação nacional dos exportadores de sucos cítricos, que é formada simplesmente por quatro empresas (Citrosuco, Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus). Estas empresas que estão virando três (fusão entre Citrosuco e Citrovita), ficam em SP e detém nada menos que 98% das exportações brasileiras. A Associação foi fundada em 2009, e o presidente é um executivo (Christian Lohbauer) que foi "importado" de associação semelhante dos frangos. Apresentou o plano de ação da associação, que está articulando para o segundo semestre, a formação do Consecitrus, nos moldes do Consecana, para depois trabalhar na reestruturação do Fundecitrus. Pretendem lançar também, em abril, uma mídia mundial para estímulo do consumo de suco.
Dois dados interessantes do setor: vinculados a estas quatro grandes empresas tem aproxidamente 12.000 citricultores (tudo em SP), sendo que 2% deles produzem 47% da produção (as próprias indústrias detém muita área própria). Outro dado que mostra certa incoerência: uma cadeia desta, bem estrutura, desde 2001 não tem dados precisos de estimativas de produção, e acabam seguindo as previsões americanas.
Consegui um cópia da apresentação, de forma que se alguém tiver interesse, tem mais dados interessantes. Também devemos conseguir uma cópia de um material produzido pela CitrusBR, que é uma publicação chamada "O retrato da citricultura brasileira" (ficou de mandar a revista). Essa mesma revista pode ser visualizada, de forma eletrônica, no site da Associação (http://www.citrusbr.com/).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Citricultura IV - Palestra Panorama Econômico

O Brasil é o maior produtor e o maior exportador da fruta, que tem a maioria das áreas no Estado de São Paulo. Mas o Paraná vem se destacando, embora tenha uma área pequena (20.000 ha de laranja - a maioria aqui no Noroeste), com 5% da produção nacional, já aparece no cenário como o estado com a maior produtividade brasileira.
É uma citricultura nova, tem 22-23 anos, mas que tem boa produtividade e agora também qualidade, com muito campo para crescer. Destacou o mercado interno brasileiro, onde o consumo da fruta é "in natura", principalmente transformada em suco diretamente na ponta de consumo (bares, restaurantes, residências, etc), diferente do americano que tem o hábito do consumo do suco concentrado. Infelizmente a cadeia não tem os números deste consumo interno, trabalha com estimativa, numa conta de chegada entre a previsão de produção de safra brasileira menos as exportações do suco concentrado. Disse que teríamos que olhar melhor este mercado, que vem aumentando com a melhora de renda e a mudança de classe de uma boa parte da população, que ascende na pirâmide social e muda os hábitos de consumo.

Resumo da palestra de Maurício Mendes - Presidente da Informa Economics/FNP, na Expoparanavaí 2011.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Citricultura III - Palestra Evolução na pesquisa do HLB

Um consultor de São Paulo, que esteve num congresso na Flórida, em fevereiro, trouxe as últimas notícias sobre o que está sendo feito no mundo, pois a questão atinge toda a Àsia, de onde surgiu a doença, até os EUA e o Brasil. A Flórida tem hoje 18% dos pomares infectados. Segundo ele e outro colega do IAPAR, pesquisador da área de melhoramento, Dr. Eduardo F. Carlos, já existem algumas quatro ou cinco frentes de trabalho. Ele mesmo se mostrou bem otimista, dizendo que agora, parece haver alguma luz no fim do túnel, o que não havia até então. O próprio IAPAR Londrina tem trabalhado a questão do melhoramento, buscando variedades resistentes, mas não há nada de concreto ainda.
Um questionamento bem interessante foi lançado pelo palestrante, que se refere ao excessivo número de aplicações contra a praga que vem sendo realizadas. Tem produtor com 20 a 30 aplicações por ano somente para controlar o psilídeo, o que vem provocando desequilíbrios e principalmente pode afetar a qualidade do produto final (resíduos).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Citricultura II - Palestra Monitoramento de Psilídeo e Cigarrinha

O greening ou HLB é hoje o grande vilão da citricultura mundial. É uma doença bacteriana, transmitida por um vetor, o psilídeo, um pequeno inseto (foto) que tem que ser monitorado e controlado, já que não existe cura para a doença. O Estado de São Paulo tem hoje praticamente 40% dos talhões infestados, e muitas plantas estão sendo erradicadas (único método recomendado após constatada a infecção). No Paraná também já foi constatada a doença em quase todos os municípios, embora o índice ainda seja baixo.

Quanto à cigarrinha, é uma praga que transmite o CVC - Clorose Variegata dos Citros, também conhecida por "amarelinho", uma doença também bacteriana, que hoje é um grande problema em SP, e também na região de Paranavaí, onde tem muita pastagem.

Na palestra foi mostrado o esquema de uso de armadilhas adesivas (verde claras ou amarelas), que colocadas a cada 50 metros em toda a extensão da bordadura do pomar, servem para o monitoramento das pragas e tomada de decisão do uso de inseticidas específicos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Citricultura I - Palestras (Adensamento e Poda)

Participei na última quinta-feira, em Paranavaí, de diversas palestras relacionadas a citricultura e devo postar, nos próximos dias, resumo daquelas mais importantes ou que mais me chamaram a atenção. A primeira foi uma proferida pelo colega Engenheiro Agrônomo Marco Valério Ribeiro, consultor de citrus, que apresentou duas tendências da citricultura moderna: o adensamento e a poda. No primeiro, espaçamentos antigos de 7,0 x 3,5 m, ou até maiores, estão sendo substituidos por 6 x 3 m e até 6 x 2,5 m dependendo do porta-enxerto, buscando retorno econômico mais rápido. Com isso, surge uma segunda técnica que hoje é pregada como quase que obrigatória em qualquer situação, mesmo nos pomares tradicionais, que é a da poda. A poda é um trato extremamente técnico, que exige planejamento e acompanhamento, que muito produtor ainda reluta, mas que é uma prática necessária e que promove ganhos. A técnica vem também de encontro à necessidade de plantas menores para facilitar a colheita, totalmente dependente de mão-de-obra, que é cada vez mais escassa, cara e exigente.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Palestras sobre Citros na ExpoParanavaí

Paranavaí está realizando de 11 a 20 de fevereiro a 40ª edição de sua Feira Agropecuária Industrial. A ExpoParanavaí terá 11 dias de programação, e ocorre no Parque Internacional de Exposições Presidente Arthur da Costa e Silva. O evento é organizado pela Sociedade Rural do Noroeste do Paraná.

Na quinta-feira, dia 17, está programado durante todo o dia uma série de palestras na área de citricultura, com destaque para abordagens sobre pragas e doenças, podas e mercado. A programação toda pode ser visualizada nas imagens abaixo (clique para ampliar). O evento ocorre dentro do parque, nas instalações da Galeria da Citricultura.